Traduzindo com o Virtaal

Hoje eu brinquei com o Virtaal, a ferramenta de tradução off-line da Zuza Software Foundation, a mesma por trás do Pootle e do translate-toolkit. Sua interface de usuário é melhor otimizada para uso com o teclado que qualquer outra ferramenta de tradução que eu já tenha usado, chegando mesmo a rivalizar com editores de texto nesse quesito. Além disso, o Virtaal é capaz de editar vários formatos de arquivo de tradução, e não apenas os catálogos de mensagem do Gettext. O aplicativo depende do GTK+, mas não do GNOME, e pode ser usado inclusive no Windows e no Mac OS X.

A interface enxuta do Virtaal facilita seu uso, mas alguns de seus comandos não são muito intuitivos. Por isso, sugiro ler essa introdução antes de começar a usar o aplicativo.

Mesmo jovem, o Virtaal conta com uma série de recursos muito úteis. O completamento automático, por exemplo, pode reduzir os erros de digitação e aumentar a produtividade, e é a primeira vez que vejo esse recurso num aplicativo de tradução. A verificação ortográfica e o destaque de sintaxe também contribuem para que o tradutor evite erros de digitação. Além disso, a pesquisa foi muito bem planejada. O Virtaal usa uma barra de pesquisa em vez de um diálogo, e o texto pesquisado pode ser uma expressão regular.

Naturalmente, o Virtaal ainda tem uma série de limitações. Por isso, pretendo deixá-lo instalado em paralelo às minhas ferramentas de tradução favoritas, e descobrir com o tempo o quão útil ele realmente é.

Atualização: como eu sou um bom garoto, preparei um pacote para o Arch Linux, e traduzi o Virtaal para o português do Brasil.

4 respostas em “Traduzindo com o Virtaal

  1. Alberto, a primeira escolha é sempre um pacote da sua distribuição favorita. Caso você precise instalar “na unha”, sugiro instalar as dependências, baixar e descompactar o código, e então executar:

    ./setup.py build
    ./setup.py install --user

    O parâmetro –user fará o Virtaal ser instalado dentro do diretório ~/.local, diminuindo as dores de remover os arquivos posteriormente.

    Editado: ou então omita o –user ara instalar na raiz do sistema; será necessário usar o sudo.

  2. Pingback: Traduzindo software livre com o Virtaal

  3. Pingback: Mentiras cabeludas sobre a tradução do GNOME | Leonardo Fontenelle

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