GNOME 2.24 no Arch Linux

Há poucos dias o GNOME 2.24 chegou ao Arch Linux. Tenho usado essa distribuição há poucos meses, desde que fiquei cansado de compilar pacotes para o Gentoo. Duas características da distribuição que me atraíram foram a fidelidade ao upstream e a agilidade das atualizações, no estilo rolling release. O Arch Linux foi uma das primeiras distribuições a disponibilizar o GNOME 2.24, em seguida ao Foresight Linux e ao Mandriva; e as versões 2.24.1 já estão sendo distribuídas. Estou muito feliz em poder usar no dia-a-dia a tradução do GNOME 2.24, na qual a equipe brasileira de tradução do GNOME tanto investiu.

Uma das novidades, que Vladimir Melo já tinha mencionado, é o menu Aplicativos:

Menu Aplicativos

Além da alteração de aplicação para aplicativo, realizada em todo o GNOME 2.24, o menu Programação se transformou em Desenvolvimento, e o Som e Vídeo em Multimídia. Todas essas alterações foram feitas em acordo com as equipes de tradução do KDE e do XFCE, de modo que a partir deste ano os brasileiros terão um motivo a mais para sentirem-se à vontade em qualquer ambiente gráfico livre. Como um bônus, o menu está mais magro, graças à alteração de Ferramentas do Sistema para Sistema.

A correção das iniciais maiúsculas ainda não foi concluída, até porque nem todas as mensagens exibidas são traduzidas pela equipe brasileira de tradução do GNOME. Todas as equipes brasileiras de tradução de GNU/Linux decidiram adotar das regras da ABNT, então qualquer mensagem Em Iniciais Maiúsculas é um erro, que deve ser relatado.

Quanto ao Arch Linux, é uma distribuição bem espartana. Eu só a experimentei por causa de Hugo Dória e outros tradutores brasileiros, mas estou muito feliz. A documentação é excelente (como a do Gentoo); para os novatos, as páginas mais úteis são as diretrizes da distribuição e uma comparação com outras distribuições. O repositório não é tão abrangente quanto o do Debian, mas é facilmente extensível com o AUR. Apesar da documentação ter um tom meio arrogante, os usuários do fórum são receptivos. Quando abri um relatório de erro, recebi a resposta mais rápida de todos os tempos; não era uma resposta predefinida, e sim uma orientação de como resolver o problema. Mas essa resposta reforçou uma característica da distribuição: ela é feita para usuários avançados. Se você gosta de distribuições que facilitem sua vida, experimente o Mandriva 2009.0 ou espere o Ubuntu 8.10.

8 respostas em “GNOME 2.24 no Arch Linux

  1. Viva a liberdade.
    Espero que todas as distribuições amadureçam juntas e atendam a todos os perfis de usuário.
    Não faço o perfil do Arch, mas gosto de saber que praticamente todos os usuários sentem-se satisfeitos com uma determinada distribuição.

  2. Eu utilizo o Arch a um bom tempo já, nunca tenho problemas para atualizar a distro, nem mesmo quando vem muitas atualizações…
    Ontem atualizei para o Gnome 2.24 e fiquei muito feliz, ainda mais que vi que um bugzinho que tinha na hora de mostrar a splash e ficava um quadrado preto depois, tinha sido resolvido ! hehehe
    Ainda não vi todas as atualizações.. mas jha gostei !
    Archlinux sempre !

  3. Pô Leonardo, que legal! Não sabia que você usava o Arch. Espero que esteja gostando mesmo.

    Você tem alguma sugestão de como tornar o GNOME do Arch mais “bem acabado”? Já adotei alguns pacotes do GNOME e quero melhorar a qualidade deles.

  4. Oi, Hugo!

    Não tenho qualquer reclamação específica ao GNOME. Imagino que o GDM tenha sido adiado por uma questão de maturidade. Sinto falta de alguns pacotes como o gedit-plugins, mas imagino que o Arch tenha poucos desenvolvedores, e eu não tenho medo do AUR.

    Sinto falta dos símbolos de depuração, para fornecer backtraces decentes quanto o aplicativo trava. (Raramente) também sinto falta do conteúdo de /usr/share/doc, embora um ou outro pacote recentemente tenha instalado alguma coisa lá.

    No começo eu achava o pacman meio estranho, mas hoje estou acostumado, e é impressionante uma só ferramenta fazer o que em outras distribuições costuma ser feito por um conjunto de ferramentas. Eu gostaria de uma interface gráfica, já usei muito o synaptic e principalmente o aptitute, e gostaria de que o packagekit fosse mais útil no Arch Linux.

  5. Pingback: GNOME no Arch - O que precisa ser feito | Hugo Doria

  6. Puxa cara, não me considero nem de longe um usuário avançado (estou com Linux de fevereiro pra cá) e já passei por Ubuntu, Fedora e Mandriva, mas não tive grandes dificuldades com o Arch. Muito pelo contrário, provavelmente menos que com o Fedora ou mesmo o Mandriva. O negócio é realmente bom demais! Eles entregam o que prometem: vc faz o desktop do seu jeito e de um modo bem simples.

    Com certeza um cara como o Hugo é simplesmente fundamental pra gente no Brasil poder usar o Arch. E seguindo os tutos dele, juntando com uns outros mais, a gente vai montando as coisas com a mesma dificuldade que tem uma boa dona de casa fazendo um bolo.

    Até comparei aqui em casa: vc pode ir na padaria e comprar um bolo prontinho, mas o que vc fez, do zero, sempre vai ter outro gosto. É disso que a gente tá falando quando diz Arch.

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