Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

[Esse artigo trata dos rumos do Acordo Ortográfico desde sua concepção até 2007. Para uma atualização sobre seus avanços, confira meus artigos da categoria de Língua Portuguesa.]

Desde criança ouço falar que a ortografia do idioma português seria alterada em breve, devido a um acordo entre Brasil, Portugal e outros países lusófonos. Esse ano todos voltaram a dizer que o acordo ortográfico entraria em vigor em breve, então resolvi conferir exatamente em que pé está a situação do “português internacional”. De acordo com Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o acordo já está em vigor! Na prática, contudo, ainda existem obstáculos à sua implementação, tanto que continuo a escrever como tinha aprendido.

O Acordo foi assinado em 1990 por todos os países da CPLP, mas só entraria em vigor após todos os países depositarem seus “instrumentos de ratificação”. Parece que a da CPLP foi otimista, pois o documento previa que o Vocabulário Ortográfico comum fosse elaborado até o final de 1992, e que todos os Estados lusófonos tivessem ratificado o acordo até o final de 1993.

Com o Segundo Protocolo Modificativo, passou a bastar a ratificação por três países (e não todos) para que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entre em vigor. Além disso, Timor Leste passou a integrar o Acordo. Brasil (2004) e Cabo Verde (2006) já tinham depositado seus documentos ratificando tanto o Acordo Original quanto o 2º Protocolo, e em dezembro de 2006 os documentos de São Tomé e Príncipe foram depositados. Assim, o Acordo já está em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2007, mas apenas no Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Para que o acordo valha em outro país lusófono (por exemplo, Portugal), é necessário que esse país ratifique tanto o Acordo quanto o 2º Protocolo Modificativo; ou então, que todos os países ratifiquem ao Acordo Original. (O 2º Protocolo Modificativo não altera as regras ortográficas, só as condições para que as mesmas sejam adotadas.)

Em dezembro de 2006, faltaria apenas uma decisão política para que Portugal ratifique o acordo, mas uma “fonte no governo brasileiro” teria tido que a questão seria também econômica. Já passamos da metade de 2007, e Portugal ainda não ratificou o Acordo Ortográfico. O Brasil, por sua vez, ratificou o acordo “para inglês ver”, já que suas publicações ainda não o adotaram. Em maio de 2007, os livros didáticos eram considerados o nó crítico pelo Ministério da Educação. Como os livros são editados com um ano de antecedência, na melhor das hipóteses a nova ortografia chegaria às escolas em 2008. Em julho de 2007, foi dito também faltar uma “decisão política” para que Brasil aplique o acordo, e a partir daí a transição seria gradual. Ficou no ar a dúvida quanto ao Brasil estar ou não determinado a mudar a ortografia mesmo que Portugal não ratifique o acordo.

Resumindo, continuo na expectativa de quando usaremos a ortografia do Acordo. Como tradutor de software livre, imagino que continuarão a existir as equipes de português do Brasil e de “português europeu”, já que as diferenças são mais de vocabulário que de ortografia. Por outro lado, a vigência do acordo nos obrigará a repensar a manutenção dos “dicionários” (léxicos) livres da língua portuguesa. Atualmente existem o Verificador Ortográfico do BrOffice.org, desenvolvido no Brasil e adaptado ao português de Portugal; e também o dicionário do Projeto Natura, de português europeu mas sendo adaptado pelo br.mozdev.org para o português brasileiro. Espero que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa sirva para que possamos, enfim, unir nossos esforços em um único projeto de verificação ortográfica!

Espero também que a Academia Brasileira de Letras (ABL) aproveite a oportunidade para colaborar com a comunidade brasileira e internacional de software livre. Seu Vocabulário Ortográfico seria ótimo como parâmetro ou mesmo conteúdo dos verificadores ortográficos livres, mas não conseguimos aproveitá-lo devido a questões legais (direitos autorais) e técnicas. Eu e outras pessoas já tentamos entrar em contato com a ABL, e nunca recebemos retorno. Quem sabe, com a futura revisão do Vocabulário Ortográfico, o software livre não passe a contar com apoio oficial para a divulgação da língua portuguesa?

Atualização: Graças a um texto que Vladimir Melo me enviou, fiquei sabendo que a duplicidade da ortografia na língua portuguesa existe hoje em dia porque o Brasil retrocedeu ao Acordo Ortográfico de 1943, após ter assinado com Portugal o Acordo de 1945. A Wikipédia traz mais informações sobre os antecedentes do Acordo Ortográfico de 1990. Em 1910 Portugal reformou a ortografia, sem acordo com o Brasil; de tempos em tempos foram realizados acordos que aproximavam a ortografia sem unificá-la. Em 1945 foi firmado o primeiro Acordo Ortográfico com vistas à unificação da ortografia, mas o Congresso brasileiro não o ratificou. Em 1986 foi proposto um novo Acordo, cujas mudanças desagradaram a todos os países, e em 1990 foi realizado outro Acordo, que … bem, vamos ver no que dá!

Atualização 2: Como ficou claro pelos comentários abaixo, o Acordo Ortográfico não é exatamente popular em Portugal. Mais artigos a esse respeito: por Rui Vilela, português, e por Vladimir Melo (aqui também), brasileiro. RedTuxer publicou ainda uma entrevista com André Noel, coordenador da equipe brasileira de tradução do Ubuntu, e António Dias, coordenador da equipe portuguesa de tradução do projeto Mozilla.

204 respostas em “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

  1. Com certeza seria interessante a integração de vários projetos da língua portuguesa, com certeza a tradução poderia se valer dos esforços dessa proposta. Na verdade, como você disse, a proposta é antiga, vamos esperar que isso ocorra da melhor maneira e que exista um interesse real em levar a idéia adiante. Precisaremos também a boa vontade dos vários mantenedores de dicionários nesse processo se, de fato, puderem estabelecer um diálogo sem vaidades. A idéia é sempre, na medida do possível, somar forças, até mesmo porque o dinamismo da língua exige agilidade na atualização. Ficarei na expectativa de que a ABL seja participativa no processo de colocar em prática suas ferramentas e levar o conhecimento ao alcance de todos.

  2. Fala leonardof, blz?

    Já tentei entrar em contato com a ABL, mas o retorno foi muito demorado, 1 mês depois de ter enviado a mensagem recebi um retorno que a mensagem iria ser encaminhada a um responsável léxico, passado algumas semanas depois o responsável responde-me de forma breve e não muito elucidativa, tentei estreitar a comunicação convidando a participar das discussões do LDP-BR e até o momento não recebi nenhum e-mail do rapaz, insisti mais uma vez e até o momento nada. Resumindo, muita burocracia não anda de mãos dadas com o processo de desenvolvimento colaborativo que código aberto necessita.

    Falando do acordo, padronizar a ortografia seria bacana para ferramentas automáticas de verificação, sem dúvida alguma, fora que poderia ser gerido um trabalho de cooperação entre os times que já trabalham com isso nos países envolvidos, como citado por você e Vladimir. Agora, resta saber (a) se as esferas políticas de cada país desejam isso e se (b) a gestão de cada projeto, por exemplo ABL, deseja trabalhar dessa maneira, cedendo um pouco do lugar ao sol com outros projetos (?!).

    []’s rapa … vlw,
    raulpereira.

  3. Raul, você deve ser a única pessoa a ter conseguido algum retorno! Levando em consideração a afinidade de ideais da ABL e da comunidade brasileira de software livre, acredito que nada seria mais natural que uma colaboração entre as partes. Será que algum dos imortais conhece o movimento do software livre?

  4. Leonardof, foi sobre o assunto “endentar x indentar x identar x edentar x etc”, que virou uma longa thread na lista de discussão, com certeza deve recordar, na época utilizei o formulário de contato do site da ABL, passando por todo processo citado no último comentário, até que tentei estreitar o relacionamento deles com o LDP-BR, mas não tive sucesso. Talvez se mais responsáveis/administradores do LDP-BR formalizassem uma espécie de “tratado” que iria definir essa comunicação entre os projetos, teríamos mais progresso. E novamente, ainda acredito que o projeto TextoLivre.org pode nós ajudar bastante em diversas esferas, inclusive nessa tarefa de abrir um melhor canal de comunicação entre projetos nacionais sobre nosso idioma.

  5. Eu nunca ouvi falar de tal coisa como português Internacional (também não vejo os britânicos a falar um mix com a versão americana).

    O acordo ortográfico foi feito por políticos, e por um conjunto de pessoas que se dizem “os representantes da língua”. Dificilmente em Portugal, como um todo, se irá ler-se o acordo ou aceitá-lo para mudar o estilo de escrita (inclui as pessoas de letras). Divergindo do que foram educados, ou daquilo que ouvem e usam no dia a dia.

    Duvido muito que se muda a língua de qualquer dos lados do Atlântico, apenas para “padronizar”🙂 ferramentas informática. O contrário é que é desejável.

    Tenho impressão que os brasileiros precisam de estar em Portugal, para se aperceber até que ponto diverge a escrita🙂. Para mim é fácil distinguir se um parágrafo em português é Portugal ou do Brasil. Não sei se têm telenovelas portuguesas como as brasileiras que preenchem o horário nobre dos canais portugueses.

    Em Portugal passa na televisão um reclama com o Scolari (bola), em que enumera algumas das diferenças entre PT e BR:
    “aeromoça” é “hospedeira”, “cadastro” é “atacador”, “trem” é “comboio”, “pingolim” é “matraquilhos” e “açougue” é “talho”…
    Ah sim, e acaba com a tradução errada de “banco” com “caixa” (referindo-se à Caixa Geral de Depósitos (Banco))

    Em relação ao dic. pt_PT do BROO, digamos que o Natura já fazia isso 12 anos antes de eles começarem tal empreitada. Desde 2002(?) que havia uma versão myspell pt_PT para o OO (Feito pelo André (?) do PTOO). Contudo o BROO não reconhece a nossa “república”. É melhor não enumerar os problemas.🙂

  6. Estou muito à vontade com a ortografia atual, mas acho um disparate termos duas ortografias diferentes dentro de um mesmo idioma. Nem mesmo o italiano, com seus dialetos, tem mais de uma ortografia oficial.

    A favor da viabilidade do Acordo, entretanto, lembro que o Brasil já teve a ortografia alterada, e não se vêm as pessoas usando a ortografia antiga, mesmo tendo o Brasil um nível de educação muito menor.

    É claro para os brasileiros o quanto o falar dos portugueses é diferente do nosso. Mas o Brasil, com seus quase 190 milhões de habitantes e 8,5 milhões de quilômetros quadrados, também tem variações amplas de falar entre as regiões, e nem por isso deixamos de usar o mesmo dicionário.

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  9. Este acordo ortográfico não vai ser bom pra ninguém porque não serve propósito nenhum.
    A Língua Portuguesa não ficará padronizada e os Países envolvidos vão gastar toneladas de dinheiro (do contribuinte) com a conversão, e instala-se a confusão e a discórdia.
    Onde é que está a padronização? Pergunto, porque não consigo vê-la. Concordo que ficará ligeiramente melhor, mas estúpidamente insuficiente, pois, continuam a ter diferenças significativas.

    Uma pérola: A palavra “herva” não existe no português, escreve-se “erva”, não como o Folha de S.Paulo mencionou e eu transcrevo em baixo.

    “GRAFIA
    No português lusitano:
    1. desaparecerão o “c” e o “p” de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como “acção”, “acto”, “adopção”, “óptimo” -que se tornam “ação”, “ato”, “adoção” e “ótimo”
    2. será eliminado o “h” de palavras como “herva” e “húmido”, que serão grafadas como no Brasil -“erva” e “úmido””

  10. Concordo com o último post, a palavra acção, acto, adopção não irão ser transformadas em breve. Em Portugal não se ouve falar de tal coisa.

    Imposição política em Portugal vai ser difícil. No Brasil já deve ser difícil dizer às pessoas que agora tem de escrever de forma diferente. Para mim, tal acordo é uma espécie de exploração política, e comercial da língua. Não vai ao encontro das pessoas.

    A variante brasileira não é um dialecto, é uma variante. Tal como o Inglês americano para o Inglês europeu. Francês canadiano, para o Francês europeu. Mais ou menos têm o mesmo tempo de vida. No entanto a língua foi ganhando divergência com o passar dos anos (~200 anos). Palavras que se dizem em Portugal ganham vida aqui, mas não no Brasil devido às tendências culturais. Isso está comprovado mediante trabalhos de investigação linguística.

    Erva não tem qualquer h. Os portugueses pronunciam na fala os “c” e “p” que esse acordo quer remover.

    Na Espanha, por razões históricas, existem 4 línguas distintas e bastante usadas (castelhano, galego, basco, e catalão). Portugal tem duas, o português (que há 800 anos que diverge do antigo Galego, e desde então cada língua seguiu o seu rumo), mas a língua mirandesa é apenas falada em 2 aldeias🙂. As pessoas de Portugal compreendem o que se fala na Galiza e vice-versa. No entanto a mesma situação não ocorre entre a fronteira oeste do país, em que os “castelhanos” não compreendem a pronuncia portuguesa🙂.

    No folha não referiram a pressão da diferença populacional entre países, para contrapor o “conservadorismo português”. A língua não se define por imposição política do “conveniente”, mas pela vontade das pessoas que escrevem.

  11. Cito um comentário:

    Jordão disse ser, pessoalmente, “cem por cento a favor” do Acordo, que vai facilitar a circulação de livros num mercado ortográfico único com mais de duzentos milhões de pessoas mas destacou que “não é preciso urgência”.

    Inglês: “database”. Em portugal traduz-se por “base de dados”, no Brasil traduz-se por “banco de dados”. Outro acordo ortográfico ? Com acção ou ação, a diferença não está meramente na ortografia.

  12. Rostok e Rui Vilela,

    Acho que esta faltando um pouco de entendimento no acordo, é um acordo ortográfico não de semântica/lêxicos, as palavras seja lá como forem escritas, vão continuar tendo a semântica diferente, quer queira ou não, o diferencial é que a ortografia será padronizada. Trema, acento e tantos outros fatores que diferem na escrita devem ser padronizados, agora o significado das palavras não esta inserido no acordo como um fator a ser padronizado, até porque foi devidamente destacado por vocês que é geograficamente/culturalmente inviável. Não precisa ir longe pra dar exemplos, basta ir ao interior do Brasil e conversar com um nativo. Qualquer ato de padronização em algo que pode ser padronizado gera ganhos, podem não ser imediatos e muitas vezes não serem visíveis a curto prazo, mas futuramente o ganho surge em suas diversas esferas, assim eu acredito …🙂

    []’s galera,
    raulpereira.

  13. Quanto tempo ? 2 anos ? Eu li algo que uns tais “especialistas” do acordo (sabe-se lá quem são) disseram 2 anos. É RIDÍCULO!🙂

    Raul, o acordo é bonito no papel, mas a realidade está no final ao cargo dos falantes/escritores (e seus representantes no parlamento), e não das pessoas que fazem traduções de programas ou dicionários de palavras, ou dos políticos que vão de fim-de-semana para a CPLP.

    Quando o Euro foi introduzido em Portugal, uns tais “especialistas” também disseram 2 anos para habituação à nova moeda. No entanto, quando o euro foi introduzido, ainda os velhos falavam de reais (1 escudo = 1000 reais antes de 1910 / 1 Euro = 200.482 Escudos de 2002). Houve um “período” de 3 meses de adaptação. Hoje há lojas e preços em euros/escudos. Até pessoas com formação superior têm dificuldades em quantificar a nova moeda, sem pensar na antiga. Na televisão, os apresentadores e os jornalista, usam demasiadas vezes contos. 2 contos = 2000 escudos ~= 10 euros. Diria 2 ou mesmo 3 gerações. E a moeda é um conceito simples de adaptação.

    Alterar então uma dúzia de regras ortográficas que influenciam a maneira de falar, e escrever de centenas de palavras, é algo colossal. Já por não falar dos 9% de analfabetos ainda existentes, ~40% de iliteracia entre os 91% que sabem ler escrever mas têm dificuldades de compreensão escrita. Quem vai ensinar esta gente toda ? Não é só os manuais escolares que têm de ser alterados.

    A divergência que refiaria-me é à sintaxe da escrita, semanticamente é a mesma coisa. No final de contas vai ser necessário haver 2 documentos da mesma língua na CPLP.

    Não vai ser em 2008, duvido que em 2009🙂.

  14. Rui Vilela,

    De fato não será da noite para o dia, como não foi a troca de Cruzeiro/Cruzado/Real, demora, demora anos, talvez décadas de fato. Agora falar de quem manda no que, “os representantes”, cara isso vigora a anos assim, faz ciclos e mais ciclos de vida que “os representantes” ditam o que consumimos, seja no capitalismo, no socialismo, na grécia antiga, etc e vai continuar sendo assim, mas enfim, esse assunto não é o que esta em questão. Novamente, a divergência na qual o acordo deseja padronizar é ortográfica, NÃO semântica, pois a divergência semântica continuará existindo quer queira ou não. Resumindo, vamos aguardar as resoluções e aderi-la, eu friamente acredito no seu benefício futuro.

    []’s camarada,
    raulpereira.

  15. Diário de Notícias – OPINIÃO – (Domingo,26 de Agôsto de 2007) O Sr.?, Dr.?, Prof.?, Sociólogo(?) Alberto Gonçalves, escreveu: “O velho Acordo Ortográfico de 1990, que permite redigir deste lado do Atlântico a maravilha acima ( acima vemos uma fotografia do Cristo Redentor no Rio de Janeiro ) e que se julgava falecido e enterrado, regressa para nos assombrar. …… Não basta o Acordo ser estapafúrdio na sua forma, os seus responsáveis empenharam-se em levar a originalidade aos pormenores, incluindo a cedência da lingua materna a variações faladas e escritas a sete mil quilõmetros de distãncia, por criaturas que, com frequência, e se calhar com razão, ignoram haver um País chamado Portugal.”
    É lamentável, desanimador, preconceituoso e triste um sociólogo português escrever isso.
    Tenho certeza de que, assim como eu, mestranda na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, outros estudantes, professores, mestres e doutores brasileiros que vivem aqui em Portugal, sofrem diariamente este preconceito.

  16. A língua pátria é algo que toca nosso coração; é natural, pois, que tenhamos opiniões tão fortes sobre a reforma da ortografia. Seja nos comentários desse artigo, seja em outros veículos, seja na minha própria pessoa, o que vejo são pessoas defendendo racionalmente preferências que nada têm de racionais. Até hoje não encontrei quem tivesse como saber as reais vantagens e desvantagens de se unificar a ortografia.

  17. Olá, eu so um mero estudante que vem de acabar o 12.º (o equivalente ao ensino médio no Brasil). Durante todo o meu percruso escolar, nunca vi sair das bocas dos meus professores de português tal coisa sobre este assunto. Só tomei conhecimento sobre ele através da Wikipédia em que a versão lusófona desta enciclopédia electrónica possui um “mix” infernal entre o português padrão e o português brasileiro (pt-PT e pt-BR, respectivamente).
    Li o acordo na íntegra e devo dizer que este acordo não serve Portugal. Creio que o Brasil será muito mais beneficiado com esse acordo do que Portugal. Ouvi dizer que a variedade culturual lusitana na língua portuguesa irá perder-se no panorama internacional dando lugar à grafia do Brasil. “Será a grafia do Brasil a internacionalizar-se e Portugal ficará para trás” como foi dito por um representante do Ministério da Cutlura de Portugal.

    Em relação acordo entre si, muita coisa está mal interpretado. Em Portugal o som [c] em palavras como “contacto”, “actualizar” e “acto” são pronunciadas, pelo menos na minha zona: Beira – Alta e Trás-os-Montes. Mas nem que fossem pronunciadas, aquelas letras representariam a origem etimológica da palavra em causa. Depois, não entendo e não vejo razão algumapara que se tira o “h” em palavras como “húmido”. Aliás, só dão essa palavra como exemplo. “Herva” realmente não existe em Portugal.
    Até o próprio acordo afirma que se podem utilizar uma das duas grafias em casos especiais: “facto/fato”; “António/Antônio”; “Milénio/Milênio”… Isso é que o unir a ortografia do Português?

    Eu vou ser sincero: este acordo é pura demagogia, ou seja, pretende-se atingir algo que já se sabe que impossível: unificar o Português. Além do mais, Portugal não está preparado e cheira-me que também não está interessado neste assunto. O governo não se prenucia sobre esta matéria bem como a comunicação social; as editoras não querem reeditar os seus livros e muitos linguísas afirmam-se contra o acordo (segundo o que tenho vindo a ler na Internet). Não se ouve falar disse em qualquer lugar. Só para verem que este acordo não se tem revelado em Protugal, o dicionário de Língua Portuguesa 2008 da Porto Editora ainda vem com a grafia actual e em vigor em Portugal desde 1910.

    Acho que é verdade que se diz que isto não passa de uma pressão do Brasil sobre Portugal. Os argumentos que dizem ser de unir o português são uma fachada ao que está realmente atrás deste acordo: facilitar o acesso das editoras brasileiras em Portugal de modo a obter lucro.

    Eu não gostei do comentário sobre o conservadorismo linguístico por parte de Portugal. Apenas utilizamos uma grafia diferente da do Brasil. Além do mias, as pessoas já estão tão habituadas a escrever como escrevem que será muito difici convencê-las em allterar a sua maneira de escrever.

    2008, o ano para entrada do acordo em vigor em Portugal? Só se for em 2854 de uma outra era. Duvido muito que o acordo venha mesma a ser validado. Aliás, tenho a certeza. E mais! Eu acho que, se realmente um dia o acordo vier a ser implementado em Portugal, deveria ser feito um referendo nacional sobre esta matéria.

    Abraço para todos.

  18. Só queria acrescentar o seguinte: o acorodo só existe porque hà diferenças em partes do planeta e não porque não se pronunciam certas letras ou certos ditongos. Realmente, os argumentos utilizados são, de certa maneira, falaciosos.

  19. Parabéns pelo complemento, o seu post é que está realmente ganhando ares de artigo e fórum.
    A discussão está muito interessante, continuarei atento a qualquer outro material. Também informarei o link do seu post à pessoa que me enviou o texto que encaminhei. Certamente, ela poderá tirar algum proveito.

  20. olá, só gostaria de dizer que concordo plenamente com o Joel Teixeira dos Santos, e espero realmente que o acordo não vá em frente.
    aluna da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

    um abraço

  21. Olá a todos.
    Realmente, esta controvérsia sobre um “acordo ortográfico” nunca mais vai acabar. Eu li esse acordo e, sinceramente, são mais as excepções/exceções que as regras! Mas, na realidade, eu defendo que deverá existir uma única maneira de escrever certas palavras. Inclusivamente, ainda me lembro, quando frequentei/freqüentei a escola básica, que me confundiam as chamadas “letras mudas” em palavras como “acção” ou “Baptista”. Se as letras não são lidas, por que diabo estão lá? E até com o “h” no início das palavras! Mas compreendo que foi a origem dessas palavras que ditou essa situação. Outra coisa: eu até defendo que o trema seja utilizado nas palavras como “freqüência”. Assim, qualquer aluno de 6 anos (de língua portuguesa) acabaria por perceber quando é que o “u” era lido ou mudo! Ou qualquer estrangeiro estudante de língua portuguesa também iria perceber essa realidade. Por outro lado, defendo que em palavras como “idéia” ou “assembléia” não faz sentido nenhum o acento, pois isso tem mais a ver com a maneira como essas palavras são faladas no Brasil (onde quase todas a vogais são abertas, tipo a língua italiana). Se lhes retirarmos o acento, “ideia” e “assembleia” são lidas da mesma forma.
    Concluindo, penso que seria mais fácil para qualquer estrangeiro entender palavras escritas no Brasil, em Portugal, na Angola ou em Timor, como por exemplo este pequeno texto que inventei agora: “Ação, Vitor Batista! Freqüentei de facto muitos cursos de Português e fiquei com a ideia que seria ótimo as palavras serem as mesmas, independentemente do lugar onde estão sendo escritas! O tempo hoje está húmido! (Ou será, o tempo oje está úmido?)…”
    1 abraço.

  22. Recuso-me a aceitar este acordo ortográfico. Até morrer vou continuar a escrever facto com C. É uma vergonha Portugal deixar-se ir nesta onda e não defender a língua de Camões!

  23. Claro que “facto” não pode ser escrito sem “c” em Portugal, pois, se não estou em erro, todos os portugueses dizem o “c” de “FACTO”, e não “FATO” (que é “TERNO” no Brasil…)

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  26. Eu já ficaria muito satisfeita se houvesse um Acordo Ortográfico Tupiniquim. Não é brincadeira não… As divergências existentes nos dois melhores dicionários brasileiros (Aurélio e Houaiss) e ainda no VOLP são de deixar qualquer um maluco. Vejamos:
    – vocábulo HINDI – o VOLP e o Aurélio averbam a forma oxítona, mas no Houaiss está como paroxítono: híndi;
    – vocábulo SINDI – aqui as coisas se invertem: o VOLP considera o vocábulo paroxítono (síndi) e o Houaiss oxítono (sindi)! Note-se que ambos os vocábulos são línguas faladas na Índia;
    – vocábulo IANOMAMI – o VOLP o considera oxítono enquanto Houaiss & Aurélio o consideram paroxítono (ianomâmi);
    – vocábulo HINDUSTANI – aqui Volp & Aurélio vão de oxítono enquanto o Houaiss vai de paroxítono (hindustâni);
    – vocábulo LEMINGUE – Aúrélio & Houaiss averbam as duas formas (lemingue & lêmingue), mas o VOLP não averba lemingue (só lêmingue). Entretanto o mesmo VOLP averba lemingue-malhado!
    E por aí vai…
    Portanto, antes de querer efetivar um Acordo Ortográfico geral já seria ótimo se lingüistas/lexicógrafos tupiniquins entrassem num acordo para, pelo menos, nós, brasileiros, sabermos como escrever corretamente determinadas palavras.

  27. Como português desconhecia que no Brasil se escrevia lingüiça, tendo uma leitura de acordo com o que dizemos, e que o acordo quer abolir.
    Gostaria de saber porque é que:
    – “freqüência”, que se diz “frecuência” e se deve escrever “frequência”. Não sabia mas na pesquisa que fiz “frecuencia” é uma palavra que se usa no castelhano.
    – “lingüiça”, que se diz “lingu-iça” e se tem de escrever “linguiça”.
    Ou será que o “u” nestes casos, nunca deve ser lido? Se assim for tudo bem!

  28. @Luis: Na ortografia brasileira vigente, “frequência” seria pronunciado como “frekência”, e em “frecuência” teríamos um hiato, e não um ditongo. “Linguiça” seria pronunciado como “linghiça” (usando o “gh” do italiano), e “lingiça”, como “linjiça”; um brasileiro leria “lingu-iça” com 4 vogais, enquanto “lingüiça” tem 3 vogais e uma semivogal.

  29. Como é que tu pronuncias (evento): “facto” ou “fato”. Em terras lusas pronuncia-se como “fákto”. Em latim é “facto”. A trema não surgiu do latim.

    É tudo uma questão para ling[uü]ístas😉

    Leonardo, não consigo remover-me da subscrição destes comentários.

  30. O terno(português brasileiro) ou fato(português europeu) é uma peça de vestuário masculino.
    De fa(c)to se o (c) seria mais uma palavra com dois significados.
    É também verdade que na ortografia portuguesa há uma série de palavras com pronúncia diferente mas grafia igual (estou a referir-me às homógrafas), como sede, «vontade de beber», e sede, «lugar, centro de a(c)cão».
    Em http://www.ciberduvidas.pt , existem muitas explicações baseadas no latim, como por exemplo “Quanto a cinquenta, o latim quinquagenita, cuja variante vulgar cinquaginta é o seu étimo, passou a cinquenta, que manteve a pronúncia do u por se ter consciência do seu parentesco com o numeral cinco, cujo o se ouve, com o som de u.”

    Se estamos a rever o acordo, não se pode encontrar uma grafia que resolva estas e outra dúvidas?

  31. O governo português ratificou ontem o acordo (notícia do Público), e como no parlamento têm maioria, e o presidente mostrou-se favorável, este será (se calhar) implementado em 2014. Duvido que a maior parte da população portuguesa conheça o assunto. São notícias de rodapé…

    Discordo da implementação deste acordo, já desbobinei o porquê no meu blog🙂

    (LF: ainda recebo os emails)

  32. Pingback: Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, março de 2008 | Leonardo Fontenelle

  33. Sou completamente contra este acordo ortográfico! Não faz sentido absolutamente nenhum mudarem a maneira de escrever as palavras apenas porque dá jeito aos brasileiros! Sim, e não digo apenas no sentido da escrita, porque o que verdadeiramente está por detrás deste acordo ridículo e desnecessário é um grande negócio de milhões. Ora a quantidade de livros que se escrevem e se fazem no brasil após este acordo iriam invadir um mercado potencial de clientes duplicado! Livros estes, incluindo manuais escolares. Nem quero imaginar daqui a alguns anos as crianças a falar e a escrever algo que nem é Português nem brasileiro é algo tipo uma mistura rafeira de línguas…
    Estou a notar algum conformismo dos profissionais da palavra, professores, escritores, jornalistas, o que não é nada bom.
    Não sou contra a introdução de novas palavras no vocabulário mas agora alterar aquelas que existem, e da maneira como são alteradas é RIDICULO! No que depender de mim não irei adoptar estas alterações.
    E os brasileiros que se lembrem que a língua portuguesa nasceu em Portugal nós ensinámos-vos a falar e a escrever por isso NUNCA irei aceitar que venham alterar a nossa língua, o nosso património!

    Já agora quem quiser assinar a petição para abolir este magnifico acordo:
    http://www.petitiononline.com/asdf54gf/petition-sign.html

  34. Caro amigo Sérgio Mestre,

    Eu descordo parcialmente de você. Todos os idiomas evoluem e se alteram com o passar do tempo. A testemunha disso é o próprio idioma português. Eu não estudo linguística, mas dizem que o português por exemplo é o filho mais novo do latim. Aliás, o nosso idioma era o galego-português, que depois, com o passar dos anos, virou o português.

    Alguém lembra o PH e de pharmacia? Alguém lembra que o proibido tinha uma letra H (prohibido)?

    Por acaso alguém ainda fala vosmecê no lugar de você?

    E a influência e outros idiomas? Temos muitas palavras de origem inglesa, francesa e principalmente árabe.

    A capital da Rússia é Moscovo ou Moscou? Se eu escrever Moscou vocês saberão que é Moscovo?

    Enfim, houveram várias evoluções há séculos de utilização do idioma e em alguns aspectos foram regionalizados em algumas espécies de dialetos nas vastas regiões brasileiras, África e Portugal.

    Um dia o Brasil já falou baptismo, acto, facto, óptimo assim como ainda é usado em vosso país, mas com o passar dos anos, essas consoantes ficaram tão imperceptíveis que elas nem existiam mais na fala e posteriormente, foram até retiradas da escrita. Será que isso não é uma tendência também em Portugal? Sei lá, não conheço Portugal para afirmar isso, mas conheço diversos portugueses que também falam essas consoantes de forma muito leve e imperceptível.

    Esse assunto é bastante polêmico e discordo que o assunto afetará muito menos os brasileiros do que os portugueses. Para mim, nisso tudo a demografia tem um papel muito importante sim, pois qualquer alteração afetaria muito mais o Brasil do que Portugal, que aliás, o português mais falado no mundo é o português do Brasil.

    Creio que se a gente colocar em uma balança, o impacto será muito grande nos 8 países de língua portuguesa e isso não pode ser mudado do dia para noite, mas nada impede de ser implantado e colher futuros frutos.

    Apesar dessas diferenças existirem, elas não são tão grandes assim. Caso fossem, eu não teria lido o seu texto normalmente.

    Se elas não são tão grande assim, então porque não unir a escrita?

    Por fatores culturais, históricos, arrogância? O que?

    Na minha opinião particular, todos os países que falam português sairão ganhando com esse acordo, principalmente os africanos que poderão utilizar mais materiais científicos vindos de Brasil e Portugal sem que haja necessidade de “tradução”, assim como um intercâmbio cultural maior com os nossos “pais” portugueses.

    Abraços,

    Roger

  35. E claro que este”acordo”nao vai para a frente!!!!portugues de portugal e uma coisa e portugues do brasil e outra!!!!e mesmo se este “acordo”fosse posto em pratica continuaria a existir dois portugueses,nao e so na ortografia que escrevemos de modo diferente!!!!os brasileiros escrevem”eu estou chegando a casa”os portugueses”eu estou a chegar a casa”!os brasileiros”eu estou falando com voce”os portugueses “eu estou a falar contigo”!E depois existe muitas coisas da qual disemos de modo diferente,brasileiro”aids”portugues”sida” etc etc etc nunca mais acaba!!!!Resumindo tinha-se que faser na mesma traducoes paras as duas variantes!!!E a que nao esquecer que os brasileiros sao 180 milhoes a escrever a sua variante!E o de portugal sao quase 50 milhoes!!!!!Eu ja assinei uma petiçao e estou pronto para sair a rua se necessario!!!

  36. Marcio,

    Então quer dizer que vc não entenderia se eu escrever:

    “Estou a ler o seu comentário” ou “Estou lendo o seu comentário”?

    As duas formas estão corretas e existem tanto no Brasil quanto em Portugal. É apenas um regionalismo!

    Então quer dizer que o Brasil não se entende internamente? Então quer dizer que poderíamos dizer que existe o português baiano, o português catarinense, o português paulista, o português paranaense (mais precisamente curitibano), o português amazonense, etc???

    Vc por acaso come cachorro quente com salsicha (várias partes do Brasil) ou com vina (em Curitiba)?

    Quando vc vai à padaria vc pede 10 pães francês (várias parte do Brasil) ou pede 10 cacetinhos (Rio Grande do Sul e Salvador)?

    Então quer dizer que o catarinense não pode mais falar que “comprou um presente para ti” porque a sua região fala que “comprou um presente para vc”?

    Sem falar que o carioca não poderá mais utilizar o “tu podes fazer um favor” porque a sua região fala “você pode fazer um favor”?

    Que idioma Brasil fala então se dentro dele há grandes diferenças?

    Como eu disse no meu comentário anterior, eu não estudo linguística, mas não tem como vc acabar com a forma diferente das regiões onde fala-se português, até mesmo porque nosso idioma é muito rico, mas a escrita pode ser perfeitamente padronizada, pelo menos eu penso assim.

    Grande abraço,

    Roger

  37. Roger Lovato,claro que nos entendemos!E presisa mesmo isso que eu defendo!Existe muitas formas de escrever e falar o portugues!As diferenças sao uma virtude e nao um defeito!Agora se amanha mesmo com um acordo ortografico um livro escrito em ingles continuara a ser tradusido em portugues do brasil e outro em portugues de portugal!o objectivo deste acordo e completamente nulo!!!!Ja agora em relaçao ao” baptismo, acto, facto, óptimo “a unica tendencia so se for para abrasilarar a nossa escrita,porque em portugal agente fala como esta escrito!!!O mais flagrante de todos e o “facto”porque so nao deixavamos de escrever como falamos como tambem passava a ter outro segnificado fora do contexto!Pois “fato”e para vestir!!!Mas mesmo com este “acordo”em portugal continua-se a escrever “facto” e no brasil “fato”portanto continuara sempre a existir 2 variantes do portugues!Abraço

  38. Marcio,

    Uma palavra ter mais de um sentido é muito comum em nosso idioma. O que tem vc dizer “fato” para vestir ou “fato” para um “facto”?

    Não seria a mesma coisa que “eu pulo um carro”? Esse pulo é do verbo pular ou do verbo polir?

    Assim como esse exemplo, existem outras dezenas (ou centenas) deles. Nosso idioma é complexo por natureza e basta a gente começar a ler um livro que a gente pode perceber a grande quantidade de palavras com duplo significado.

    O que entra aí é o contexto da frase, pois certamente na frase exemplo vc teria conversado comigo algo como “Eu lavo e pulo o carro”.

    Um grande abraço,

    Roger

  39. Roger Lovato,como eu disse a gente fala facto!!”eu fui ao campo colher o trigo” e “eu fui ao campo colhér o trigo”tens aqui um exemplo porque nao é possivel!porque o brasil nao intruduz o c no facto?fasia mais sentido!Tens que ter em conta as diferenças culturais,se diseres a algum portugues “eu lavo e pulo o carro”ele pensa que lhe tas a diser que”lavas o carro e saltas por cima dele”porque “pulo”do verbo pulir nao se utilisa em portugal,por essa mesma razao que mensionas-te do duplo sentido!!!Portanto e mais um exemplo de como e impossivel existir um unico portugues escrito!porque as nossas diferencas nao sao so ortograficas mas tambem culturais!Num livro brasileiro escrito “eu lavo e pulo o carro”tem sempre que ser tradusido para o portugues de portugal para a frase fazer sentido para um portugues!Abraço

  40. O Sr. Márcio está a mentir descaradamente: Eu sou português e posso garantir que pronuncio “otimo” “ato”, etc. É claro que “facto” é pronunciado e escrito da mesma forma e por isso existe no acordo a dupla grafia, sendo ambas correctas. – “correcto” também o c é mudo – (Segundo as últimas sondagens cerca de 60% dos portugueses estão a favor do Acordo).
    Parem de mentir aos brasileiros. Sim ao acordo

  41. Eu fico estupefecto com os comentários de muitos portugueses ( sempre os mesmos) tentando lançar o pânico em Portugal e no Brasil; chegam ao cúmulo de dizerem que ” escrevemos com o pronunciamos), ora isso é ser intelectualmente desonesto. Eu como português, posso garantir e JURAR que palavras como baptismo, acto, correcto, adopção, óptimo, e outras centenas de palavras o “c” e o “p” sao mudos. E tentam enganar os portugueses ao dizer que palavras como “facto” e contacto” passarão obrigatoriamente a “fato” e contato” …… o que é falso, porque nesse caso ambas estarão certas. Mas há mais: Com o acordo Portugal fica a ganhar, porque os livros portugueses no Brasil não serão traduzidos e assim, os brasileiros aos poucos saberão o que significa “autocarro” e estaremos finalmente em pé de igualdade. Nós portugueses já conhecemos o portugues do Brasil… no futuro os brasileiros conheceram melhor a alma lusitana. Reparem que não há traduções de livros ou até no cinema entre os estados Unidos e o Reino Unido. Porquê? Porque a dupla grafia é aceite. Ora o acordo também prevê a dupla grafia…

  42. sr paulo,pois eu sou portugues e pronuncio como escrevo!Por exemplo o p do optimo embora ligeiramente,faz toda a diferença!Pelo menos no centro e no sul escrevemos como falamos,nao conheço muito bem o norte do pais!Se calhar voce e do norte!!!Eu sei que nessa grafia que queriam implementar facto e fato estaria correcto,mas agora diga-me voce como portugues se tem alguma logica eu escrever “o que eu disse é um fato”?E o mesmo que eu dizer “o que eu disse é um vestido”como e obvio nao tem logica nenhuma,e um autentico disparate!Que sondagens sao essas?Eu pessoalmente nao conheço ninguem a favor!e se voce navegar pela internet onde se aborda esta questao lé perfeitamente nos comentarios que mais de 90% dos portugueses sao contra!!!Mas isto nem sequer se trata da maioria dizer que sim ou nao.Diga-la se amanha mais de 50% portugueses quisesse adoptar a lingua inglesa como a primeira lingua oficial de portugal os governantes teriam legitimidade para tal???

  43. Sr paulo nos e.u.a,Reino unido e outros paises de lingua inglesa nao existe dupla grafia!Existe sim açeitaçao das diferenças entre esses paises!Aprenderam a conheçer-se e aceitar suas diferenças!Algum que tambem devia de aconteçer entre os paises de lingua portuguesa!Em vez de inventar estes disparates de “acordos”!O primeiro filme Australiano a estrear no e.u.a por volta de 1979 de seu nome”Mad Max”foi na altura dobrado para a “Americano”devido a sua linguagem incompriencivel para os americanos!Hoje isso é impensavel pois os americanos aprenderam a conhecer os australianos,a sua grafia,calao,sotaque etc…

  44. Sr. Marcio, eu penso que convém esclarecer algumas situações. Quando digo que no óptimo o “p” é mudo quero dizer que é mudo para quase 100% dos portugueses. Mas se seguirmos essa lógica então os alentejanos têm todo o direito a grafar ” bejo” e não “beijo” e as pessoas do Norte poderão com grande legitimidade grafar ” balor” e não “valor”. Meu Caro, uma Língua viva tem de ter regras. Um acordo significa isso mesmo: um acordo; não há acordos perfeitos, mas garanto se não houver acordo, dentro de trinta anos, talvez menos, o Brasil seguirá o seu caminho, o mesmo acontecendo com os africanos; as diferenças cada vez serão maiores os brasileiros falarão a Lingua Brasileira e o que será mau para o Brasil, porque ficarão isolados do mundo; e Portugal também ficará só… orgulhosamente só… como a Língua Húngara.
    Quanto à sondagem refiro-me uma feita à cerca de três meses . Na net não há sondagens, apenas ruído.

  45. Sr. Marcio: O problema é que actualmente a dupla grafia não é aceite. Por exemplo, um brasileiro em Portugal se escrever “fato” é considerado erro ortográfico. Com este acordo acabam estes “erros” ortográficos. Ora, entre ingleses e americanos, a dupla grafia não é considerada erro e sempre foi aceite. Com o Acordo Portugal e Brasil ficam finalmente numa situação idêntica a Estados Unidos e Grã-Bretanha.

  46. Meu amigo Marcio,

    O que eu velho que vc sempre está esquecendo, é o contexto da frase.

    Se vc dizer que a mulher vai vestir o fato, é claro que vamos entender que ela irá vestir o vestido, mas se vc disser que “o fato é verídico” vc automaticamente saberá que é um fa(c)to.

    Nào estou conseguindo entender porque isso está confundindo muitas pessoas em Portugal…… acho que todos estão esquecendo de que toda as frases tem um contexto e estão vendo apenas uma palavra em separado.

    colher (sub.) –> instrumento para comer
    colher (verb.) –> ato de colher algo (colher trigo)

    Se ver a palavra separadamente, obviamente não dá para distinguir, mas veja agora:

    O João está comendo a comida com uma colher.
    O João vai colher trigo.

    Sabes agora como distinguir?

    Grande abraço.

    Roger

  47. Como português, desconhecia que no Brasil se escrevia “freqüência”, retirando o trema com o Acordo Ortográfico se escreve “frequência”, perdendo-se assim a informação que o u é lido.

    Se estamos a rever o acordo, não se poderia encontrar uma grafia que resolva estas dúvidas?
    Poderia se escrever “frecuencia”?
    Porque não um duplo u e escrever “frequuência”?
    Utilizando o hífem e escrever “frequ-ência”?
    Ou retirar o u mudo e escrever “qente” em vez de quente?

    Talvez seja tarde!

  48. o p nao é acentuado como as outras letras mas faz o seu papel na palavra “optimo” para 100% dos portugueses!E seguindo a sua logica devemos passar a escrever”brigado” em vez de “obrigado”!O brasil tem o direito de escrever e falar do modo como quiser nao é da nossa conta!O portugues do brasil é o mais escrito do mundo mas esta todo limitado ao sul da america!!O portugues de portugal é mais universal escrito na europa(portugal e uniao europeia),Africa(5 paises),Timor leste,macau,goa e outras 3 cidades indianas e outros povos no mundo onde as pessoas(embora nao sendo lingua oficial)sabem falar e escrever portugues como por exemplo no havai,onde ja la estive e fiquei espantado com a presença da nossa cultura e lingua!Isto tudo andara por volta de quase 50 milhoes a escrever o portugues de portugal!Se um dia como voçe disse ficarmos sos como a hungria sera porque nao lutamos e nem defendemos aquilo que é nosso!!

  49. A net e uma excelente forma das pessoas expresarem e trocarem ideias e opinioes!Quando voce fala em “ruido” soa-me a defice democratico da sua parte!

  50. Roger Lavato,existe “colher” e “colhér”o acento no segundo na letra”é” faz a destinçao das duas!!!Existe alguma confusao,quem veste o fato nao é a mulher mas sim o homem:)Em algumas frases atraves do contexto podera-se saber qual dos fatos ou factos terao-se a referir mas nem sempre!!Imagina tirares o “h” da palavra “colher” e passares a escrever “coler”,continuas a falar “colher” mas escreves “coler”achas que isso faria sentido???Os portugueses falam muito desta palavra porque é a mais flagrante de todas,é impossivel um duplo sentido para alem de agente dizer realmente “facto”e nao “fato”dei o exemplo da palavra “colher” passar a escrever “coler”para ver se compreendes que o “c” no “facto”é tao necessario como o “h”do “colher”!Abraço

  51. Não me parece que exista “colhér”, mas apenas “colher”. Penso que são palavras homografas. Pelo menos julga que é assim aqui em Portugal há cerca de 50 anos.
    (continua)

  52. mas há mais exemplos: “pregar” de pregar um prego e “pregar” do padre pregar na missa. Mesmo sem acordo estes supostos problemas já existem.
    Vamos a factos: Existem actualmentes duas grafia oficiais no mundo da lusofonia: A lusoafricana e a brasileira e é verdade que a lusoafricana está mais espalhada pelo mundo, mas sem o Brasil, o que sobra? Um país pequeno na Europa, 4 ou 5 micro-países/arquipelagos e dois pobres e médios países onde uma parte da população mistura dialectos crioulos com português. Algum tipo de acordo tem de haver, sendo que a variante lusoafricana não desaparecerá, apenas será atenuada em relação à brasileira. Um Acordo salvará a longo prazo a Língua Portuguesa, a terceira mais falada do ocidente.

  53. Posso confirmar agora que colher (verbo) e colher (utensílio) são palavras homografas: sentidos diferentes com grafia exactamente igual… em Portugal também com pronúncias diferentes.

  54. Tiago Pimentel,

    Achei muito interessante o artigo…. Talvez eu até comece a concordar que para Portugal esse acordo seria muito mais complicado do que para o Brasil, mas será que seria egoísmo por parte dos brasileiros em dizer que isso seria apenas uma fase de adaptação?

    Acho que existem dois pontos em questão:

    1) A sobrevivência e evolução do idioma português: como antigamente não existia telefones, internet, televisão, etc. os idiomas evoluíram, cada um para a sua direção. Foi isso que fez com que o português, frances, espanhol e outros surgissem. E isso fez também com que o português do Brasil fosse para uma outra direção, influenciado também por outros idiomas que colonizaram o país, sem falar também nas linguas indígenas. Com a facilidade de comunicação que temos hoje, na minha opinião é totalmente plausível que o português de Portugal e o português do Brasil possam se unir novamente em um idioma comum com diferenças apenas nos sotaques.

    2) Será que com o tempo o português do Brasil não poderá se transformar no “idioma brasileiro” e a terceira (ou quarta) lingua mais falada no ocidente ser o “brasileiro” ao invés do portugues?

    Bem, creio que sejam alguns pontos para serem analisados.

  55. Ora boas!

    Joel Teixeira dos Reis, andreia, Cláudia, Ricardo.pt, Sérgio Mestre, Marcio, totalmente de acordo convosco!

    E sim Roger Lovato, ainda há quem diga “voscmecê”!

    Paulo, desses 60% acredito que 5% saiba do que realmente estão a falar. Não conheço nenhuma pessoa a favor deste acordo que quer “assassinar” a “língua de Camões”.

    O “p” em óptimo faz toda a diferença, o “c” em “facto” é lido, e em casos como “correcção”, “correcto”, não sou a favor da eliminação das origens etimológicas das palavras que nos ajudam em muitas outras situações! Uma língua não é só falada, é estudada, é conservada, é escrita, tem origens e história e tudo isso deve ser respeitado!
    Já agora porque não dizemos “matrakilhos” em vez de “matraquilhos” já que o “k” vai fazer parte do alfabeto? Podíamos sempre começar a escrever “à chat”! Ou então “que” passar a “qe” ou “k”…

    O trema não tem razão de ser, desculpem lá…Para alguma coisa serve a escola e qualquer puto de 6 anos (como já disseram aqui) sabe bem quando se lê o “u” ou não.

    “Mudanças incluem fim do trema e devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro.” – Acho que o vocabulário de Portugal (já nem digo Português…) vai mudar bem mas bem mais! Porque haveríamos de ceder, nós portugueses de onde esta linda língua nasceu, à grafia brasileira?? Não tenho nada contra o Brasil e os brasileiros, bem pelo contrário, mas tenho muito orgulho em ser Português e de ter crescido aprendendo esta língua complicada mas apesar de tudo linda. Deixem as diferenças culturais de lado, pois são elas que nos põem a falar de forma diferente e não é com tratados destes que a coisa se vai resolver.

    5. “pêra” (substantivo – fruta), “péra” (substantivo arcaico – pedra) e “pera” (preposição arcaica) – Vamos começar a dizer “pera” em relação à fruta?! Eu como uma pêra e acentuo bem aquele “e”, não como uma pera com o “e” fechado…

    “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia” – Vou começar a dizer “jiboia” e “heroica” pronunciando o “oi” como em “boi”?? Boa, descobri um animal novo… Estas novas palavras não fazem sentido nenhum meus amigos, me desculpem… E se o objectivo era mudar apenas a grafia, enganem-se, porque isto muda (E MUITO) a maneira como as palavras são ditas. Aqueles acentos nos “e” são típicos da pronúncia brasileira, lá está, diferenças culturais.

    “António/Antônio”; “Milénio/Milênio” – Ninguem em Portugal diz “Milênio”! As palavras são para ser ditas conforme as lemos! Mais um caso cultural que não tem nada a ver. Brasil que escreva como lê, Portugal que escreva como lê, e nós lemos o acento em “António” e não é circunflexo de maneira alguma.

    E desculpem a forma desordenada deste comentário mas fui escrevendo à medida que fui lendo os outros comentários.😉

    Abraços, Daniel Fernandes

  56. Não concordo com o acordo, por várias razões, algumas ou todas são invocadas por alguns dos intervenientes. No entanto faltaria a um dos meus sagrados deveres se não escrevesse que nunca vi português tão mal escrito como nas missivas acima. Primeiro aprendam a escrever português.

  57. Caros amigos

    Sou português e tenho o maior orgulho em vos informar que foi esta manhã aprovado no Parlamento em Lisboa o Acordo Ortográfico.

    Hoje a Nossa Lingua ficou maior

    Um abraço fraterno a todos os brasileiros e aos portugueses que pensam grande.

  58. Caro Roger Lovato

    Eu estou completamente de acordo consigo. Um exemplo de que hoje os idiomas não divergem, antes convergem, é o que está a acontecer com o Inglês. Atualmente a BBC ou a CNN tem pivôs oriundos dos vários ambientes onde a Lingua é falada, a GB, os EUA, a Austrália. Na verdade o modo de falar vai-se nivelando, e um dia acabarão todos por falar de modo muito aproximado, provavelmente à maneira da California.

    Quanto ao seu segunto ponto, vc tem toda a razão, e eu acho que a maior parte dos meus compatriotas portugueses parecem desconhecer que a LP tem valor no mundo porque é falada no Brasil. Sem o Brasil a LP seria tão importante quanto o Checo ou, pior ainga, quanto o Catalão, uma espécie de lingua regional da Espanha.

  59. Rodrigo realmente muito obrigado pela informaçao,isso e tudo feito a revelia julgando que passa despercebido aos cidadaos lusos!Obrigado por nos manter informado da traiçao do nosso governo ao povo portugues!Eu vou lutar pela patria ate onde der e espero que os portugueses despertem de uma vez por todas com a realidade de que os politicos nos estao a vender!Se realmente os portugueses nao lutarem e conformarem-se com isso eu da minha parte ja tomei a decicao de abandonar o pais!Afinal de contas nada mais me prendera a este pais!Pois nele ja nao poderei ser aquilo que amo ser PORTUGUES!

  60. Acho que a lingua portuguesa teria muito menos que mudar se mudase-mos para espanhol!!Praticamente bastava meter os “L” e os “ONS” em vez de “aes” e pronto assim a nossa lingua seria muito maior e unificava uma maior parte do mundo!!!Entao simplesmente mudamos para “ingles”que e a lingua universal!Infelismente politicos portugueses sao fracos e sem visao do futuro,nao teem capacidade para nada a nao ser lixar o pais!

  61. “A língua é mais um reflexo, ou espelho, do que colectivamente somos, do que o inverso. Noutras palavras, não somos o que somos por causa da língua que falamos, e a nossa língua não é melhor do que as outras naquilo em que não formos melhores do que os outros. Os brasileiros desengravataram o português (como diria Vinicius de Morais) e a língua que tinham era a nossa, barroca, dos séculos XVII e XVIII. Os americanos arregaçaram as mangas ao inglês e vestiram-lhe jeans.

    A língua portuguesa não é mais ou menos fraterna do que as demais, nem mais ou menos dominadora ou dialogante que as suas congéneres (Alfredo Margarido cita o gramático João Ribeiro para quem o português não seria “uma língua de diálogo, mas de dominação e de ordens”. Ela foi perra e atada no tempo do fascismo, e era a mesma descendente de Camões e de Eça. Hoje está solta (para alguns, demasiado solta), porque hoje estamos à solta ou, pelo menos, mais descontraídos e mais em contacto com o resto do mundo. Quem negará todavia que, após o 25 de Abril, a língua portuguesa se libertou porque os portugueses se libertaram de amarras diversas? Basta compará-la com a que se escrevia nos jornais e se falava na rádio e TV dos tempos idos do PREC.

    Foi isso que Mia Couto captou maravilhosamente ao parafrasear Bernardo Soares: “A minha pátria é a minha língua portuguesa.” No caso dele, é o português de Moçambique. Noutros, será o do Brasil, de Cabo Verde, ou dos Açores. Uma língua plural como os seus falantes, que tanto podem ser conservadores, como comunistas, ou liberais. Que foram monárquicos e inquisidores, comerciantes e missionários, e descobridores e traficantes de escravos, colonialistas e aventureiros. A língua deles foi registando tudo isso e daí que hoje procuremos limpá-la, arejá-la, modernizá-la. Mas isso só acontece porque estamos a tentar fazer o mesmo à própria cultura que ela expressa e que nós vivemos.”

    Onésimo Almeida
    http://dererummundi.blogspot.com/2008/05/sobre-lngua-portuguesa.html

  62. Olá, dada a situação actual, eu escrevi outro texto na Wikipédia e que passo a divulgar aqui:

    Chegou a hora de actualizar esta secção. Como toda a gente sabe, parece que o Estado português conseguiu aprovar o maldito e horrendo Acordo Ortográfico. Muitas pessoas perguntaram-me porque estava contra e houve uma ou duas que me acusassem de nacionalismo exagerado. Eu respondo-lhes dessa maneira: Apesar de ter uma visão europeia e liberal, quando se trata do património de um Estado, é necessário a sua defesa e a sua projecção. Eu sei que o Português não é só nosso mas também sei que sou utilizador dessa mesma língua e é meu dever defender a variedade lusa presente na língua que identifica Portugal no mundo.

    Passados alguns meses, pude aprofundar mais os meus conhecimentos em torno desta matéria. E o que posso concluir é que existem muito mais pessoas contra do que a favor. Como é que sei? Simples: ao investigar as entradas na Internet, ao ler as mais variadas crónicas de linguistas e deputados e ao ler a grande quantidade de opiniões, pode-se concluir que os portugueses não querem o Acordo. Tal como diz o tradutor João Roque Dias, clamamos nós em escrever ‘ação’ ao invés de ‘acção’?.

    Mas pensemos o seguinte. Os senhores que se dizem a favor das alterações não possuem nenhuma razão científica e linguística para essas mesmas alterações. Eu notei e noto, ao ouvir e ao ler as crónicas dos ‘prós’, um discurso mais político e sencionalista do que propriamente real e científico (Ai não sei quê países irmãos, Ai e tal a projecção). No programa Prós e Contras da RTP, uma senhora de origem africana disse que o Acordo ajudará na alfabetização dos povos pois a escrita tornar-se-á mais simples. Isto é uma simples estupidez e mostra que, afinal de contas, o acordo é para facilitismos. Eu nasci na Suíça e convivi com a ortografia francesa que é muitíssimo mais etimológica. Escrevem mysthère, pharmacie, aujourd’hui, etc. e nenhuma ex-colónia francesa nem o Canadá entrou em guerra com a França acerca disso, ou seja, toda a gente aprende aquela ortografia arcaica (e aí, sim! É mesmo arcaica!). Mas, no Português não! Temos que facilitar para os pobres meninos porque não sabem escrever em condições. Pois bem, façam o favor de investir melhor da educação e na escrita e não invetam estas pasmaceiras. Porquê? Porque quando estava a ter aulas na escola portuguesa na Suíça, tive que copiar muitos textos e redigir ditados para escrever bem e correctamente. Cada erro era uma grande chamada de atenção. Por isso, não me venham com esta desculpa descarada.

    Mas continuemos e vejamos a grande falcidade. Diz o acordo que o principal objectivo é unificar a ortografia e projeccioná-la no âmbito mundial. Essa é de rir! De rir! Desde quando é que uma língua se diz ter uma única ortografia aceita duplas ou até triplas grafias? Não conheço outras línguas que tenham tal barbaridade! Chamam eles a isso unificar? Pois eu chamo a isso enganar tantos os portugueses como todos os outros povos porque na realidade isto é dizer o dito por não dito, mentir e arranjar argumentos falaciosos.

    Porém, dizem aqueles senhores que se trata de uma estratégia para o Português. João Roque Dias afirma: É estratégico, sim. Mas para o Brasil. Que fique bem saliente que eu nada tenho contra o Brasil mas aqui, neste assunto é amigos, amigos; negócios à parte. Quem fica a ganhar? Portugal? Não acredito porque mesmo sendo o Português Europeu uma língua oficial da UE, não noto que tivéssesmos ganho alguma coisa. Os PALOPS e Timor? Coitados, têm mais que fazer! Então, resta o Brasil. E a resposta é clara: quem ganha é o Brasil. Este acordo que vai instruir uma ortografia única vai permitir ao Brasil meio caminho andado para a propagação da sua indústria editorial no mundo e o seu ambicioso lugar no Conselho de Segurança da ONU. E isto à custa de todos os outros países, mas sobretudo, Portugal. Este acordo é a sentença de morte do controlo que o país tem sobre a língua. Quando entrar em vigor, Portugal já não terá a sua particularidade e a sua variedade presente na língua dando assim ao Brasil total acção sobre a língua. Não nos esqueçamos que o Acordo seria inviável se Portugal não aderisse. Ao ler essa frase ainda pensei que pudéssemos ter controlo mas com os nossos governantes, estou completamente enganado e desiludido.

    Agora, vejamos o campo linguístico. Diz o acordo que são abolidas as consoantes c e p em palavras onde essas letras são irremediavelmente (mentira!) mudas. Ora, sejamos francos e honestos, pode-se traduzir da seguinte maneira: agora, os portugueses vão escrever segundo a ortografia brasileira. Ponto final. Parágrafo. Estão a querer impor uma ortografia que não é nada compatível com a fonética do Português Europeu. Tal como diz a filóloga Maria Alzira Seixo, este acordo vai acabar com a função essencial destas consoantes que é abrir a vogal precedente. Como todos sabemos, o português europeu tende para a consonantização e o c e o p são essenciais como em electricidade e electromagnestismo. Eu não digo ele•tromagnetismo porque o c é semi-articulado. Eu não digo adução para a palavra adopção mas sim a – dó – ção. Escrever adoção é escrever na mesma lógica que adoçante. Que semelhança! Vejam quão estúpida é esta regra. Outro facto é Egipto. Poucos são aqueles que pronunciam o p. Mas ao dizer egípcio, eu digo o p. Então porque raio hà-de se tirar o p em Egipto? Só porque não é pronunciado? Isto é uma regra estúpida!

    Tenham calma porque ainda existe mais estupidez para se constatar. Diz o incrível Acordo que são retiradas os acentos diferenciais como em pára, pêlo e jóia. Em pára passa a para. Hmm, imaginem então esta frase: Para para olhar, escutar e ouvir. Não ficaria melhor o acento? Claro que depois, o contexto entraria mas nos primeiros segundos é notória a falta de qualquer coisa. Para jóia, esta regra do Acordo vai entrar em conflito com a seguinte regra gramatical: o + i = oi e diz-se oi como em foi. Quando os miúdos irão aprender que o+i é oi não tardarão a entrar em confusão ao lerem joia ou até Troia. Mas que Cavalo de Tróia!. Por fim, e com os pêlos bem eriçados, iremos deparar-nos com esta situação: Pelos pelos passam inúmero substâncias. Enfim, sem comentários. Ainda para acabar com este parágrafo, também são retirados os acentos em vêem e lêem. Conclusão, os defensores dizem que serão simplificadas as regras na acentuação. Eu digo é que uma facilitação. Por favor não no mentem tão descaradamente! Nota-se logo que a razão é o facilitismo e, coincidência ou não, no Brasil, os jovens praticamente deixaram de utilizar a acentuação e além do mais, a versão brasileira do Português tem tantos acentos que estas regras vêm como uma lofada de ar fresco. Lá serão eliminados os acentos em palavras como idéia, platéia, abençôo e enjôo. Enfim, as razões estão bem à vista: responder aos interesses do Brasil de modo a facilitar e a remediar uma regra (a regra da acentuação, claro) que praticamente já não é usada pelos jovens. E mesmo a diérese (trema) é eliminada em palavras como tranqüilo que já não é usada no jornal Folha de São Paulo. Neste parágrafo o que há é uma injustiça.

    Deixando o campo da acentuação, vejamos o seguinte: o Acordo propõe a eleminação do hífen em palavras como essas: “contra-regra” e “extra-escolar”. Razões linguísticas e científicas para essas alterações?: zero. Retira-se o hífen em casos como hão-de e há-de. Mais uma vez, razões linguísticas: zero. Coincidência ou não, mais uma vez, no Brasil, as últimas duas palavras não levem hifen. O que eu quero dizer é que essas regras que inventaram sobre o hífen é apenas uma fachada ou, se quiserem, uma atenuante porque aquilo que o Acordo realmente quer é abolir o c e o p do português de cá.

    Como se pode ver, os meus argumentos são linguísticos e científicos. Não me baseio em sencionalismos e em mentiras. Se querem o Portguês bem projectado, então invistam no idioma, numa melhor educação tanto aqui como nos outros países. Como é que uma língua dita internacional pode ter uma norma única se aceita duplas’ ou triplas grafias? A língua vai cair no ridículo pois será a única que permite essas parvoíces! De todas as maneiras, sobre a votação no parlmento, devo dizer que faltou ouvir as pessoas certas como escritores, filólogos ou linguístas. De todos os deputados que votaram a favor, será que a maioria leu o texto? Duvido porque os deputados são para a política e não para a linguística. Não é um decreto-lei que me vai obrigar a escrever segundo uma norma que eu não aceito. Mas ficarei desiludido quando o nosso património desaparecer da língua só por causa de caprichos geo-políticos (Maldita hora em que apareceu a CPLP!). A língua é do povo! Clamamos nós em escrever “Acção” ao invés de “ação”? Não! Então para quê aquela treta? Um acordo cheio de erros, de ambiguidades, de parvoíces e de estupidez! Malaca Casteleiro, devias ter vergonha de ser Português! Agora faço esta pergunta: Algum daqueles políticos e acordistas perguntaram à parte mais importante que é o povo? Envergonhai-vos vós destas patetices!

    Comentário de Miguel Sousa Tavares que escreveu para o Expresso e que completa a minha opinião:

    (…): quando não têm mais nada com que se entreter para exibir a sua importância, os senhores da Academia das Ciências e os ministros dos Estrangeiros gostam de nos ameaçar com o acordo ortográfico, cujo objectivo único é por-nos a escrever como os brasileiros, assim lhes facilitando a sua penetração e influência nos países de expressão portuguesa. Como disse Vasco Graça Moura, o acordo é um “diktat” neo-colonial, em que o mais forte (o Brasil) determina a sua vontade ao mais fraco (Portugal). Alguém imagina os Estados Unidos a ditarem à Inglaterra as regras ortográficas da língua inglesa? Ou o Canadá a ditar as do francês à França ou a Venezuela as do espanhol a Espanha?

    Dizem que isto vai facilitar a penetração da literatura portuguesa no Brasil, mas ninguém perguntou a opinião aos autores portugueses. Há quatro anos atrás, publiquei um livro no Brasil e, contra a opinião de alguns ‘sábios’ e as várias insistências da editora brasileira, o livro reza assim na ficha técnica: “A pedido do autor, foi mantida a grafia da edição original portuguesa”. Apesar dos agoiros de desastre que essa teimosia minha implicaria, o livro vendeu até hoje cerca de 50.000 exemplares no Brasil. Perdoem-me a imodéstia, mas orgulho-me de ter feito bem mais pela nossa língua no Brasil do que todos esses que se dispõem a vendê-la como coisa velha e descartável.

    Pensem nisso. Apelo à desobediência civil! Porque a língua não pode ser alterada por um decreto. Enfim, são democracias como essas que permitem estas ditaduras!

  63. Deixem-me rir!! O Miguel Sousa tavares vendeu 50 mil cópias no Brasil com o Portugues de Portugal. Então mais uma prova que o acordo é necessário, porque nem toda a gente tem o poder do Miguel. Os outros , coitados, são todos traduzidos. Com o acordo todos terão os mesmos direitos do Miguel…Quanto à petição!!!!! Até eu já conheço esse endereço de cor. Nunca houve tanta publicidade a essa petição nos jornais e na net. E toda a gente sabe que petiçoes na net pouco valem…além disso o acordo já está aprovado e eu como apoiante exigo que ele seja aplicado…em nome do direito.

  64. Dizem que o Povo nao foi consultado? E os acordos internacionais nao são para cumprir? E a grande reforma de 1911? Como foi? Então mudaram-na sem autorização de ninguem…nem consultaram as colónias ou ex-colónias!!??. Porque mudaram pae para pai?; e sciencia para ciência? enfim…

  65. Em nome do Direito, porque a partir de agora estejamos de acordo ou não com este Acordo, temos enquanto Estado asumir as responsabilidades. O Brasil terá que fazer o mesmo. Senão seria o Fim da CPLP.

  66. Desculpe mas as alterações que vêm aí não têm qualquer lógica. Daí é que se deve perguntar ao povo. E dos tratados internacionais, nem todos são a favor. A língua é do povo e não dos meros decretos. Quando foi a alteração em 1911, era necessária a reforma. Agora, esta reforma é desnecessario e completamente injusta ao contrária da de 1911.

  67. Mas que raio vale a CPLP? Eu sou cidadão livre e enquanto cidadão eu escrevo como quero. ´Não é um tratado que me vai obrigar. Enfim, como disse antes: são estas democracias que permitem estas ditaduras.

  68. Que fique claro que eu, enquando simples cidadão, nao estaria de acordo com a reforma de 1911, porque continha erros e foi feito à revelia do Brasil. Eu sou a favor das diferenças, mas sem Acordo as diferenças são extremamente exageradas, coisa que nao acontece no inglês. Eu por mim continuaria a escrever “Óptimo”, mas entendo que deve fazer um muito pequeno sacrifício. Alguém me explica por que mudamos victória para vitória e não mudamos o “actual” para atual?

  69. Meu caro Joel Reis,
    Não tem mal nenhum cada um de nós escrever como quiser… mas em termos oficiais tem de haver regras (boas ou más) senão eu como nortenho, poderia (enquanto aluno, por exemplo) escrever “binho” e nao “vinho”. As diferenças continuarão, mas será bom que sejam atenuadas, porque senão qualquer dia os brasileiros deixam de falar português…e já agora sem o minímo de regras estamos sujeitos um dia destes falarmos espanhol

  70. É assim, eu já disse mais ou menos tudo acima. Apenas queria acrescentar que eu não sou contra um acordo. mas obrigar-nos a escrever de uma maneira diferente só porque noutro país escreve escreve-se efectivamente diferente. Desculpem mas isso não é uma razão linguística.

  71. Caro Joel Teixeira dos Reis,

    Não concordo nenhum pouco contigo. Acho que o senhor é um exagerado ainda mais pedindo a desobediência nacional em Portugal. Ao invés de ficar reclamando e escrevendo um monte de coisa quem em minha humilde opinião alguns tópico chegam a ser asneiras, porque o senhor não dá opiniões mais construtivas a respeito do acordo?

    Para mim, isso o que o senhor disse, é que os brasileiros estão querendo prevalecer contra os portugueses. Isso é mentira!

    Ao escrever coisas sobre o Brasil, por favor, primeiro pesquise melhor suas fontes, pois por aqui, os jovens utilizam sim a acentuação gráfica normalmente, inclusive com repetência nas escolas na matéria de Lingua Portuguesa.

    Isso é um acordo totalmente válido e não é por menos que vossos governantes aceitaram, pois viram que é interessante para os oito países de lingua portuguesa.

    Se eu quiser ser insensata como o senhor está sendo, eu diria que hoje o português é do Brasil e não de Portugal. Dos mais de 240 milhões de falantes do idioma, 190 estão no Brasil, uns 20 milhões em Angola, uns 30 milhões em Moçambique, uns 10 milhões em Portugal, uns 500 mil em Cabo Verde e alguns milhares juntando Timor Leste, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. (obs.: a população dos países foram arredondados de acordo com o que eu li em sítios relacionados aos respectivos países).

    Sendo assim, podemos melhorar a minha opinião que o idioma Português é do mundo e não de Portugal, cujo o país tem apenas a quarta posição dos países falantes do idioma.

    Dessa forma, podemos concluir que é muito importante para o mundo que haja um idioma português internacional, seja baseado na forma falada ou escrita no Brasil ou Portugal. Se foi adotado o português falado no Brasil, é pelo fato dele ser o mais falado, que por sua vez, é o mais ensinado atualmente no mundo. Pelo que eu li em alguns lugares, o português do Brasil já é o mais utilizado também no meio acadêmico e científico no mundo, passando há muito tempo o português de Portugal.

    Acho que o senhor deveria olhar para o que está em sua volta e ver que os portugueses, brasileiros e os outros países ganharão muito com esse acordo.

    Acho que está na hora de nós darmos as mãos e começar a trabalhar em conjunto. Acho que os portugueses tem muito a aprender com os brasileiros, assim como nós temos que aprender com Portugal e com os outros países falante do idioma de forma unida, pois não somos melhores do que os portugueses, assim como vcs não são melhores do que nós.

    Novamente, olhe um pouco o que está em sua volta. Se quiser discutir história, comece vendo as coisas erradas que os portugueses fizeram nas colônias, pois hoje somos frutos do que vcs deixaram por aqui. Em outras palavras, vejo que muitos portugueses cospem no prato que comeram.

    Esse acordo é uma união! É um intercâmbio cultural entre os países falantes do idioma, é uma forma de integração.

    Analise melhor suas palavras.

    Obrigada.

    Lu.

  72. Paulo,

    O senhor é uma pessoa sensata. Eu por exemplo já estou estudando as mudanças e em meu sítio, estarei em breve utilizando o português internacional, o português moderno!

    bjs

    Lu

  73. Luciana, a mim não me interessa se o Brasil tem 1 milhão ou 3 mil milhões de habitantes. A França tem menos habitantes que a população francófona do Canadá e mesmo assim associa-se sempre a língua francesa à França. Por isso, o número da população não é uma razão linguística. O que aconteceu no Brasil por causa de Portugal não é da minha responsabilidade. Mais uma razão que nada a tem a ver com a linguística. Aqui ninguém falou sobre quem é melhor.

    Concluindo: o que escreveu nada tem a ver com a língua em si. Onde estão os argumentos científicos e linguísticos das pessoas que estão a favor? Agora não me venha com número de populações porque isso nada tem a ver o Acordo.

    “Novamente, olhe um pouco o que está em sua volta. Se quiser discutir história, comece vendo as coisas erradas que os portugueses fizeram nas colônias, pois hoje somos frutos do que vcs deixaram por aqui. Em outras palavras, vejo que muitos portugueses cospem no prato que comeram.” Lamento, mas esta sua frase nada tem a ver com a língua. Por isso, é que digo que as pessoas que estõa a favor baseam-se no sencionalismo e não na racionlidade e na lógica.

    Mais uma vez pergunto: “Como é que uma língua dita internacional pode ter uma norma única se aceita duplas ou triplas grafias?” E sobre o que disse acima não tiro nem ponho uma vírgula. Tenho dito.

  74. Joel

    “Agora, esta reforma é desnecessario e completamente injusta ao contrária da de 1911.”
    Amigo, em 1911 houve uma reforma que foi feita à revelia do Brasil e considerando apenas as particularidades do Port.Port., aproximando vergonhosa e declaradamente o Português do Castelhano. Isso vc acha bem.
    Agora, em 2008 é feita uma reforma em que todos os países que falam português estão de acordo, e que, de algum modo completa a reforma de 1911 no que respeita a eliminar as consoantes mudas, e agora vc não está de acordo.
    E depois ainda há que se admire que nos chamem burros…

  75. Sensacionalismo, Nós? Eu sei que não é nada comigo, mas vou ter de corrigi-lo. Todo o Canada tem 30 milhoes de habitantes. A França tem 60 milhoes. O fim dos c e p mudos está mais que explicado. A regra é simples: Se é mudo..desaparece. Essa história dos c e p mudos terem uma função é um mito. Vejamos: Retaguarda nao tem c e a vogal “e” é aberta. No entanto actriz é falado âtriz” ao contrário de actor onde a vogal é aberta.

  76. Márcio:

    “Acho que a lingua portuguesa teria muito menos que mudar se mudase-mos para espanhol!!”

    (Vc, não se escreve mudase-mos, mas mudássemos)

    Pois, sabe, é isso mesmo que muitos em Portugal querem, fazer de nós uma autonomia de Espanha. Com a reunião ortográfica com o Brasil este projeto político ficou mais longe. Ainda bem.

    “A minha pátria é a Língua Portuguesa”, escreveu o nosso Pessoa. O mais possível de acordo com ele. Com este Acordo Portugal ficou maior. Existem em Portugal muitos tacanhos e quintaleiros que não se conformam com isto porque não conseguem ser grandes, nem na alma nem nos raciocínios.

  77. “em que todos os países que falam português estão de acordo” se fosse a si, lia este texto: p=stories&op=view&fokey=ex.stories/303289

    Retaguarda tem origem etimológica diferente de “recta”. Não ponha a fonética como causa absoluta para a ortografia.

  78. Até agora, ainda não vi ninguém a dar-me uma opinião com bases na linguística e na ciência da língua para justificar a introdução do Acordo em Portugal.

  79. Caro Paulo

    Li todos os seus comentários felicito-o

    Entretanto, mais uma ‘listinha’ de palavras que têm uma vogal átona aberta sem precisarem de ser seguindas por uma consoante muda para as abrir (assinaladas com um acento grave)
    Rèpública, rètorica, bèbé, òminia, òcaso, òcidente, òcupar, òbeso, etc, etc, etc. Lá se vai mais um mito que suporta os apoiantes da separação da Lingua Portuguesa.

    Outro mito, que já vi por aqui defendido pelos tacanhos, é que vai desaparecer o acento da jóia, e agora ficam com medo de dizer jôia. Pois, e então como faziam até agora para distinguir acôrdo de acórdo?, e fôrma de fórma? e côr de cór? Se as homografas se conseguem distinguir, não será ainda mais fácil distinguir as que nem sequer têm homógrafas?

  80. Significa 36,ooo idiotas, tacanhos, limitados, gente de alma pequena. E suponho que sejam muitos mais do que 36,ooo.
    Em todo o caso, não me preocupam muito. Dentro de 1 ano quase ninguém se lembrará que extrato se escrevia com c mudo, tal como hoje ninguém se lembra que lucta se escrevia também com c mudo.

  81. Caro Joel,
    Em Angola há opinioes para todos os gostos. Exemplo é o escritor Agualusa, que defende o Acordo, declarando que se portugal nao aderisse Angola deveria isolar Portugal e seguir o Brasil….

  82. Rodrigues, sinceramente as suas opiniões são tão ambíguas. Eu vou terminar com o seguinte: A minha opinião está dada. A vossa também, respeito-as mas não são as vossas que vão alterar a maneira de escrever da minha pessoa e das mais de 36 mil que têm vindo a mostrar desagrado. Se acham que a língua se deve sujeitar ao ridículo por caisa das duplas e triplas grafias, não tenho nada a ver om isso. O que posso concluir é que isto está longe de atingir consenso por isso ainda vai haver muita áugua a correr.

  83. Joel
    Não há nenhum problema em vc continuar a escrever consoantes mudas, ainda que isso vá contra espírito da reforma de 1911 (com a qual vc concorda) e que fez precisamente isso, eliminar as consoantes mudas; aquelas que até ontem ainda tínhamos eram aquelas que eram ligas em 1911 e que entretanto deixaram de o ser.) Todos o continuaremos a compreender, tal como vc a quem já hoje não as usa, isto é, 90% de todos os que usam a nossa Lingua.

  84. Por favor! Paulo. Nnão queira comprar a pequena dupla grafia dentro do Português europeu com aquela dupla e tripla grafia que vem aí!

    Rodrigues, actualmente e até eu entender, a minha escrita rege-se pelo proposta feita em 1945 com as alterações que têm vindo a ser feitas na língua e não a de 1911, data que escrevi erradamente.

  85. Joel

    A reforma de 1911 veio abulir as consoantes mudas. Se até agora tínhamos aCtuar é porque nessa altura este C ainda se lia, como hoje ainda se lê faCto. As ‘reformas’ que se seguiram não foram tanto reformas, mas reajustamentos.
    A nossa língua é etimológica simplificada. A quase totalidade dos C e P mudos que ainda tínhamos são agora resquicios do classicismo anterior a 1911. Se vc disser que quer recuperar na íntegra o classicismo, até seria uma coisa louvável. Mas defender o uso de mudas numa língua escrita que optou por não as usar é usar cachuchos no dedo e andar a fingir que são joias valiosas..

    Ainda mais duas para a listinha: òbrigado, òliveira.

  86. Rodrigues, eu entendo que você não compreende a posição de muitas pessoas que estão contra. Isso é normal porque não conhece bem como é escrito e falado o Português por aqui. Além do mais, a sua listinha é tão ridícula!

  87. Joel

    Se por ‘por aqui’ se está a referir a Portugal, então não se preocupe, é o meu país de nascimento e o lugar em que vivo e sempre vivi.

    O meu amigo considera a minha listinha (e a do Paulo) ridícula porque ela é constituída por uma quantidade de palavras em que existe uma átona aberta sem precisar de uma consoante muda a seguir para a abrir. Ok. E então como classifica o argumento de que sem consoantes mudas para abrir átonas elas passarão a ler-se fechadas? Sabe, é que a listinha ‘ridícula’ demonstra precisamento o contrário.

  88. Agora já nao é uma listinha…mas uma listona ehehehehehehe. O Joel sugere que o Rodrigues é Brasileiro? Não dá para enganar, vê-se que é português de…Portugal. Hoje fico-me por aqui, …afinal de contas aqui no ocidente da Europa são 3,30 da madrugada!!!!!!!!!!!!!

  89. Oh Paulo, vc tem outra vez razão (até chateia)

    É bem verdade, 3:32. Boa noite, e viva Portugal, o Brasil, e a nossa Língua que hoje é maior que há dois dias atrás, para tristeza dos defensores de um novo Catalão na península ibérica.

  90. Meu Deus! Dá para ver que vocês não percebem nada de linguística! Claro que as palavras com átona aberta no início das palavras NÃO precisam de acento! No caso da “jóia” como se trata de “oi” na parte “tónica” é claro que tem que haver acento para abrir a vogal. Por isso, como foi dito antes, retirar aquele assento vai fazer com que a ortografia não corresponde à fonética praticada aqui. Agora, quero ver se daqui a seis anos se o Português passará a ter a tal projecção internacional. Enfim, não dá para atingir o consenso. O que era de esperar. As razões já apresentei por isso não vou re-escrever.

    PS: “Defender um novo catalão?” Sem comentários…

  91. Ena, onde já vão estes comentários.

    A petição de 33 mil assinaturas foi ignorada. Já só falta o presidente promulgar (O que duvido que não o faça, já que ele era PM em 1990). A história seria bem diferente se o deputado Manuel Alegre tivesse ganho as eleições (eu votei nele).

    Apesar das editoras já estarem a lançar dicionários para vender, ceifando mais umas árvores, tal é a ânsia dos lucros. O acordo só é implementado em 2014, mas neste momento é um facto que a partir desse ano as legendas dos filmes vão ser alteradas🙂, algumas pessoas julgam que tinha efeitos imediatos. Tenho um dicionário de 1978, um de 2006, não espero comprar outro nos próximos 15 anos, pelo menos.

    curiosidade:
    concepção fica conceção, e portanto mais tarde confunde-se com concessão. Alguém disse que isto não muda a fonética. (tosse, tosse)

    Se o governo fizesse o TPC, e informa-se a população portuguesa do acordo antes do promulgar teria sido mais útil, mas as maiorias nos parlamentos é o que dão. Eu trabalho com a língua e continuo a desconhecer a amplitude das mudanças que vão ser implementadas em 2014. Terei de comprar aquele livrinho de €5 com 35 páginas e letras com tamanho 20? Ou então tentar nadar à tona de água na net.

    Não deixa de ser interessante tentar fazer um “script” para mudar um dicionário. Basicamente foi isso que as editoras fizeram. Search&Replace.

    (L.F.: continuo a receber isto sem querer. estão no SPAM)

  92. Rodrigues o modo como escrevo e irrelevante visto que o governo agora autorisa a escrita com erros ortograficos!Isso de alma pequena que voce fala e a visao que eu tenho daqueles que sao a favor deste assassinato da minha patria!Eu acho portugal o maior pais do mundo e sempre que os governantes ou a sociedade nos tira algo sem duvida ficamos mais pequenos ao ponto de um dia nos perguntarmos porque sou eu portugues afinal?Cada um sabe de si eu sei de mim e gosto de ser portugues porque sim,porque meramente nasci aqui!Portugal fez-me quem eu sou e orgulho-me muito de quem eu sou!Sempre fui e sou a favor das mudanças,alias portugal ainda tem muito que mudar,desde a justiça,economia,social,tecnologia,ciencia,medicina e mesmo mentalidades!A sempre coisas a mudar,mas uma mudança segnifica evoluçao,segnifica mudares para algo melhor!O que claro nao e este o caso estao-nos a abrasileirar o nosso portugues quando o nosso portugues nao tem qualquer influencia historica ou cultural com o brasil!E outra coisa muita gente fala que portugal nao e dono d lingua essas pesssoas,e claro que nao!Somos sim donos e senhores do nosso portugues que escrevemos e falamos todos os dias!Ou pelo menos eramos agora ja nada somos como e obvio!

  93. Não sei se sabem, mas vários estados na Alemanha (especialmente os do sul), muita gente ignora o acordo ortográfico alemão de 96, não é nenhum acordo utópico, e actualmente existe lá 2 ortografias. Isto é dentro da Alemanha, imaginem então em Portugal e nas ex-regiões ultramarinas.

  94. Mas o que mais me impressiona é que querem por uma única ortografia com duplas e triplas ortografias. Isto não cabe na cabeça de ninguém. Coisa mais ridícula!

  95. Luciana e um excelente exemplo de uma das varias razoes que portugal nao pode aeitar!Primeiro ela ve a lingua portuguesa que agente fala ca como rival do portugues do brasil!Algo que qualquer portugues nao compreende tera a ver com uma questao cultural do brasil pois ja li muitos comentarios do extilo por parte de brasileiros!Sempre que um brasileiro le algo que se sinta de alguma forma ofendido ou incomodado começa a falar do seu passado como colonia portuguesa para justificar o que esta mal hoje nesse pais a diser que a culpa e nossa”portugueses”mas depois contrariam-se disendo que sao um pais grande,a quem se devera essa grandesa territorial e logo populacional?Depois tambem demonstra claro que aquilo que hoje estamos a descobrir em portugal que no brasil existe um “anti-portugal”ensinado nas proprias escolas brasileiras!Nos temos muito orgulho do nosso passado todas as colonias foram grandes colonias quem destruio o brasil foram voces,em relaçao a africa basta perguntares a qualquer africano que ele te diz!e se viajares pelo mundo todas as ex colonias teem orgulho do seu colonisador ter sido portugal e nao outro!O brasileiro e escrito e falado no brasil,o portugues e escrito e falado no mundo somos 50 milhoes com muito orgulho!

  96. Márcio, os brasileiros actualmente não têm nada ver com os Tupiniques do tempo do Pedro Álvares Cabral. Mas realmente tu precisas de um corrector ortográfico quando escreves. Firefox+corrector português talvez ajude. E colocar uns acentos também era bom, dá tanto trabalho como as aspas. Não consegui perceber ao certo a tua conversa das colónias.

    Mesmo o espanhol, o espanhol é falado em todos os países da América do sul com excepção do Brasil. No entanto na Espanha diz-se que se fala castelhano, além de galego, basco, e catalão.

    Português é falado por mais de 220 milhões de pessoas, e não 50. Talvez mais.

    Enquanto ao orgulho nacional, isso já é relativo, conheço portugueses que se estão pouco marimbando com o país, e querem é ser outra coisa qualquer. Depende a quem perguntas. Mas para quem fala português, actualmente é o Brasil que tem o maior número de falantes, e com ampla maioria.

    Joel: As múltiplas ortografias existentes têm a ver com a evolução da língua devido ao distanciamento cultural. Quanto mais complexidade morfológica de uma língua, mais sujeita está a divergências. Especialmente com o passar dos anos, e influências estrangeiras. O inglês é uma língua do simples que existe, por isso diverge pouco.

  97. Caro Marcio,

    O que eu quis dizer em meu comentário, é que apesar das coisas realizadas por Portugal quando o Brasil era uma colônia, é que nós brasileiros demos as costas para Portugal, tornando-se totalmente independente. Hoje somos o maior país lusófono e economicamente mais importante que Portugal. Não estou falando em qualidade de vida, educação e outras coisas, pois infelizmente aqui temos a praga da corrupção que reina em nossos políticos. Mas para os brasileiros, os portugueses são muito distantes de nós e esse acordo é uma tentativa de integrar todos os países, inclusive africanos.

    Infelizmente não anotei o endereço dos sítios que acessei, mas muitos especialistas linguistas e até políticos portugueses citaram em seus comentários que hoje em matéria idiomática Portugal precisa muito mais do Brasil do que o Brasil precisa de Portugal, justamente pelo fato do português daqui ser o mais usado no mundo e também o mais aprendido internacionalmente.

    Países como Angola por exemplo, especialistas também disseram que se Portugal não aceitasse o acordo, Angola romperia também com o idioma de Portugal e tentaria se aproximar cada vez mais do português do Brasil. Minha prima que está trabalhando em Moçambique, diz que o país já quer adotar o inglês ao invés do português e inclusive já participa da common health e quem sabe em breve eles já não tornam mais um país falante do idioma inglês?

    Sendo assim, Portugal estaria se isolando do resto do mundo e vosso idioma estaria quem sabe algumas décadas ou séculos entrando em processo de extinção, pois já existem pessoas no Brasil dizendo que por aqui nosso idioma deveria ser considerado um outro caso Portugal não aceite.

    Creio que em Portugal haja muitas pessoas desinformadas. O C e o P serão retirados apenas em casos em que são mudos. Aproveitando esse comentário que estou escrevendo, respondo ao Rui Vilela que concepção continuará sendo concepção, pois tanto aqui no Brasil quando em Portugal esse P é utilizado.

    bjs

    Lu

  98. Peço desculpas aos leitores que estão recebendo e-mails sem querer. Infelizmente não estou sendo capaz de excluir endereços de e-mail individuais da lista de destinatários, de forma que vou desativar o plug-in para evitar maiores transtornos.

  99. Somente para complementar o meu comentário de que o idioma Português está correndo risco:

    Brasil – é o maior país falante do idioma português e não temos mais como discutir isso e se o português daqui romper com o de Portugal, iremos para outra direção e até oficializar palavras estrangeiras e nos distanciaremos cada vez mais de Portugal.

    Portugal – é apenas o quarto país em população, mas como o idioma surgiu por lá, até entendo o bairrismo em não aceitar esse acordo.

    Angola – o português atualmente é muito utilizado porque é a lingua franca do país que possui diversos idiomas locais.

    Moçambique – Também existe diversos idiomas locais, mas aos poucos, em algumas áras do país, utilizam o inglês como lingua franca. Há até incentivo para que adotem o português como lingua franca, mas muitos acham que o inglês é mais importante por fazerem fronteiras com vários países cujo o idioma é o inglês.

    Cabo Verde – apesar do idioma português ser oficial, já existem dois tipos de criolos (ou crioulos) e o português é pouco usado no dia a dia, mas é ensinado oficialmente nas escolas.

    São Tomé e Príncipe – também há um crioulo e o português é pouco usado no dia a dia, mas ainda é muito ensinado nas escolas.

    Timor Leste – o português é pouquíssimo usado no país. Se eu não me engano, o tetum é o mais usado.

    Guiné-Bissau – um amigo que conheceu a região disse que no país se fala muito mais francês do que Português além do crioulo derivado do português.

    Sendo assim, esse acordo é um grande passo e uma grande manutenção do idioma, que apesar de muitos nem ligarem para isso, o idioma está sim correndo o risco de ser diminuído para apenas 10 milhões de falantes, ou seja, Portugal.

    bjs

    Lu

  100. Errado! Se ler bem o site da Wikipédia, o “p” em concepção será eliminiado pois não é efectivamente pronunciado aqui. Por isso é que a regra é estúpida porque, como foi dito, a palvra estará a aproximar-se de concessão. O”p” é fundamental naquela palavra, mas o nosso governo não está para aulas de Português.

  101. Luciana, eu vou-lhe ser sincero, eu preferia ver o Português restrito somente a Portugal do que ter uma língua cuja ortografia que vem é uma mistura de brasileiro e africano. Preferia assim porque apoio uma evolução natural e científica da língua e não uma evolução política e sencionalista para servir interesses geo-políticos.

  102. Luciana, o político português que assinou em 1990 o acordo ortográfico, na altura ministro da cultura, e que foi primeiro-ministro antes do actual governo, até ao dia que o presidente dissolveu o parlamento é o Sr.º Santana Lopes do PSD. Um político que um dia disse que gosta das partituras de violino de Chopin (é um pianista). Um puro boémio e demagogo. Ainda por cima quer o poder novamente. Já a corrupção é um mal comum de todas as nações com excepção da Islândia🙂.

    A “commonwealth”. A questão de moçambique tem razões económicas por trás, e não culturais.

    Portugal não se isola do resto do mundo, nunca foi tão aberto como agora.

    Angola não é propriamente um país livre, além disso os governantes têm fortunas milionárias. Angola toma posições do género: Se um jogador angolano não pode conduzir em Portugal, devido à acreditação da carta de condução, então os portugueses não podem conduzir em Angola. O gov. português alterou as regras na semana seguinte.

    Desinformação, há e bastante, eu vi esse caso da “concepção” na Net como exemplo. Eu uso o suposto mudo “c”, em actuar, por exemplo, e o “p” em óptimo. Eles soam, mas há uns elitistas que dizem que não é assim. E o facto de haver “nim’s” só ajuda a contribuir para um possível falhanço do acordo quando for implementado em 2014. O tempo o dirá, até lá este blogue já terá 10000 comentário, e demorará 5 minutos a carregar🙂

  103. Se os nossos governantes se preocupassem realmente com a nossa língua e a sua projecção, teriam investido numa melhor edudação, num melhor sistema educacional. Eu sei que a culpa foi de Portugal que, em 1911, reformou a sua escrita sem o consenso do Brasil mas as alterações que vêm aí não se baseam na linguística e na ciência. Eu expliquei isso tudo acima. A própria ortografia vai entrar em conflito com a gramática. Diz o Acordo que vai unir. Mas qual união? Isso não vai acontecer. E não existe nenhuma língua no Mundo que se diz ter ortografia oficial e aceite uma enorme quantidade de duplas e tiplas grafias. Isto é simplesmente ridículo. Tal como tirar o acento em “pára” e “jibóia”. Todos sabemos que quando “oi” é sílaba tónica o som é fechado. Então porquê tirar o acento diferencial? Onde estão as razões linguísticas que defendem essa tese?

  104. Das palavras, agora parónimas, que alteraram à não sei quanto tempo e que tenho saudades (não sendo muito obsessivo):

    O “môlho” de tomate. Desapareceu o acento circunflexo. E no entanto pode ser uma forma do verbo molhar.
    A “côr” dos sapatos. Outro acento circunflexo que desapareceu. A palavra “cor” utiliza-se em frases como: “Eu sei de cor”. Etc.

    Evoluíram, mas gostava das formas antigas, se calhar na variante brasileira ainda se utiliza? Não sei se as mudanças abrangem isto.

  105. Rui,

    Aqui não se utiliza também a acentuação gráfica em molho e também em cor.

    Isso mostra mais uma vez que o português de portugal já estava evoluindo e se aproximando com o do Brasil.

  106. “pára” e “jibóia” sem acento? Catástrofe, mas não me espanta.

    Só para curiosidade: Em Portugal o número cardinal “dezoito” diz-se no norte do país como se lê. mas no entanto no centro e sul diz-se como “dezóito”. No Brasil como soa?

  107. Ruiu Vivela muito obrigado pela sugestao.Ups nao tenho os acentos tou a matar o portugues,esse mesmo portugues que nos diz por exemplo que escrever “fato” ou “facto” e a mesma coisa lol.Pois sinto muito mas o meu teclado nao tem acentos!Vivemos num mundo livre eu conheco um portugues que nao quis mais ser portugues,sabes o que ele fez???Emigrou para a frança,pois queria ser Françes!Qual o problema???em todos os paises do mundo a sempre quem troque a sua patria por outra nao e nada do outro mundo!eu proprio vou faze-lo pois ja nada tenho neste pais!

  108. Eu fasso parte desses portugueses que se estao”maribando”para portugal,sou mais um da lista!Pois e o facto de os politicos andarem a vender o pais e a roubalo que as pessoas viram costas!

  109. Luciana o brasil claro que e o maior mercado economico de lingua portuguesa,voces sao 180 milhoes e nos 10 milhoes e meio,e depois?Nao entendo que pretendes afirmar com isso.O portugues do brasil e o mais aprendido no mundo que o de portugal,e depois?voces sao 180 milhoes nos 10 milhoes e meio era presiso o mundo desconhecer o brasil para portugal estar a frente.O meu padrasto e frances e conheceu a minha mae graças a ele ter viajado pelo mundo e aprendido a falar portugues no brasil em apenas um mes que ficou a percorrer o brasil,no entanto falava e fala portugues,qual o problema?nao entendo!Um escritor angolano defendeu caso portugal nao aceita-se o acordo,eles deviam adotar a escrita brasileira!Tu propria disseste que havia moçambicanos que defendiam o ingles,ja li brasileiros a defender a substituiçao do portugues pelo espanhol,valem o que valem!Todos estes paises sao livres de fazer o que entenderem,se angola quiser mudar para o ingles sera uma opccao que teremos que respeitar,pois o pais e deles e falam a lingua que gostarem!

  110. Os angolanos,moçambicanos e todos os paises que teem a lingua portuguesa como lingua oficial,falam portugues porque optaram por fazelo,porque gostam da sua lingua!O grande exemplo temos timor-leste,porque escolheram o portugues?Qualquer portugues sabe,mas acredito que nenhum brasileiro compreenda,alias ficou bem claro essa confuçao quando o que julgo ser representante da onu em timor um cidadao brasileiro diz isso mesmo”nao comprrender porque adotavam o portugues quando tinham seu proprio idioma!E quando podiam falar indonesio ou ingles tendo a Australia ali mesmo com grande influencia em timor!Quem conheçe bem moçambique,angola sabe perfeitamente que nunca trocariam a escrita portuguesa pela brasileira!Porque se a economia fosse razao para mudarmos aquilo que somos o mundo hoje escria ingles!

  111. Luciana entao uma das razoes de estares a favor e para acabar com o crioulo de africa?Pois o brasil nao vai ter o apoio de portugal pois nenhum cidadao portugues nem mesmo politico pretende tal coisa!Portugal sempre apoiou o crioulo e com grande satisfaçao cabo verde oficialisou o seu crioulo como lingua oficial conjunta com o portugues!O portugues deve ser ensinado nas aldeias do interior de moçambique pois existe tribos que nao falam portugues mas nunca acabar com seus dialectos!Em portugal tambem se fala muito o ingles segnificara que o portugues esta em risco em portugal?Se o portugues fosse reducido apenas a 10 milhoes e meio ou seja portugal seria porque tinhamos como portugueses falhado e nao lutado por aquilo que e nosso!Mas isso acontece-se nao seria desgraça nenhuma,pois se os outros paises mudassem de lingua mudavam porque queriam!

  112. Luciana a lingua nao e nossa por isso ninguem presisa da nossa participaçao nesse acordo!!os paises de lingua portuguesa podem fazer um acordo para uma ortografia sem a nossa participaçao,afinal se nao somos donos da lingua e somos apenas 10 milhoes e meio de em portugal,e claro que acontar com os descendentes de emigrantes seremos 16 milhoes porque ensistirem em que nos aceitemos esse acordo?

  113. Ora bem…

    Rodrigues
    “Dentro de 1 ano quase ninguém se lembrará que extrato se escrevia com c mudo, tal como hoje ninguém se lembra que lucta se escrevia também com c mudo.”
    Ainda não ouvi uma única alma a dizer que vai começar escrever com estas modificações, deixando para trás a nossa escrita actual.

    Luciana
    “Sendo assim, Portugal estaria se isolando do resto do mundo e vosso idioma estaria quem sabe algumas décadas ou séculos entrando em processo de extinção, pois já existem pessoas no Brasil dizendo que por aqui nosso idioma deveria ser considerado um outro caso Portugal não aceite.”
    Sinceramente, Luciana, que voçês começassem a falar “Brasileiro” oficialmente, e que nós ficássemos com o nosso português com que crescemos! E com 101% de certeza digo que nunca esta língua se extinguiria. Apesar de tudo, acho que na generalidade o povo português tem muito orgulho nas suas origens e quando nos roubam qualquer coisa (como seria o caso se a língua fosse morrendo, vá-se lá saber como…) que a nós nos pertence isso nos revolta!

    “Creio que em Portugal haja muitas pessoas desinformadas. O C e o P serão retirados apenas em casos em que são mudos.”
    O problema, Luciana, é que há quem os leia e há quem não os leia… E consenso?

    Joel Teixeira dos Reis
    “Luciana, eu vou-lhe ser sincero, eu preferia ver o Português restrito somente a Portugal do que ter uma língua cuja ortografia que vem é uma mistura de brasileiro e africano. Preferia assim porque apoio uma evolução natural e científica da língua e não uma evolução política e sencionalista para servir interesses geo-políticos.”
    Totalmente, mas totalmente de acordo…

  114. Portugal e Brasil já informaram que será elaborada um lista comum de palavras que face ao acordo poderão ser aplicadas sem a dupla grafia. Ora uma delas é …CONCEPÇÃO .Isso mesmo Joel, concepção nao perderá o P, nao por imposição do Brasil, mas porque aproveitando a dupla grafia poderemos como no Brasil grafar concepção, através de um dicionário comum que o Acordo também prevê.

  115. Finalmente pelos comentários acima, confirma-se que os antiacordistas querem a Língua Portuguesa só para eles…e os outros não valem nada. Pensamentos ristes, que provam que perderam o rumo e não percebem que o mundo novo os está a engolir. Aproveito para dizer que o Acordo é claro. São afastadas os C e P mudos. No entanto em palavras como concepção entre outras como muitos a usam ou dentro ou noutro país lusófono, existe a dupla grafia e com o dicionário comum que será elaborado, na prática duvidad como nas palavras concepçao ou aspecto as vogais quase mudas nao cairão. O mesmo nao acontece com “adoptar”, actuar, acto…Compreendem, ou será preciso explicar de novo?

  116. Marcio, se o idioma de Portugal é um e o do Brasil é outro, então por favor trate de começar um movimento para tirar seu país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, pois lá acredita-se que todos os membros sejam países com o mesmo idioma.

    E pare com esse argumento vaidoso de que os outros países “escolheram” o idioma português. Eu, você e outras pessoas ao redor do mundo falamos o português apenas porque nossos pais também falavam. Se o seu primeiro idioma fosse o Zulu ou o Romeno, tenho certeza de que você não sentiria falta alguma de qualquer letra ou acento do português. Timor Leste, sim adotou a língua portuguesa deliberadamente, como forma de reforçar seu movimento separatista.

    Esse é um espaço de discussão. Se alguém aqui quiser dizer o que der na telha e não levar em consideração a opinião dos outros, vá escrever em outro lugar.

  117. Márcio

    Vc diz que gosta imenso da LP, que a nossa lingua está a ser estragada por este acordo e mais isto e mais aquilo. Entretanto, tal como a generalidade dos portugueses antiacordo que vi por aqui, vc escreve particularmente mal. Meu caro, não se escreve diser mas dizer, não se escreve françes mas francês, não se escreve roubalo mas roubá-lo, e mais uma quantidade indizível de péssimo português que vc usa. Não admira que esteja contra o Acordo, isso está de acordo com a ignorância que vc demosntra. Tente primeiro conseguir conseguir aprender a usar a língua portuguesa, aquela que diz que quer proteger, de modo minimamente aceitável e depois de aprender qualquer coisa venha dizer-nos o que está bem e está mal.

    Até deixar de escrever um erro de português por linha, resuma-se à sua ignorância e cale-se.

  118. Luciana e D.Fernandes

    Sinceramente cansa ver esta conversa estragada dos brasileiros que dizem que a culpa do Brasil ser corrupto é dos colonizadores, e dos portugueses que dizem que somos muito melhores que o Brasil, nós, os que desde que entrámos para a UE em 12 países éramos o 12º mais atrasado, e que vamos sempre ficando com o último lugar… e hoje já são 27 ao todo e nós somos o… 27º.

  119. Caríssmimo Leonardo Fontenelle

    Os meus sinceros parabéns pela elegância com que consegue tratar os grunhos que passam por aqui, apesar de eles não a merecerem.

  120. Pingback: Portugal aprovou o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa | Leonardo Fontenelle

  121. Paulo, eu sugiro-lhe ler o Acordo de cima abaixo. Acho que vocÊ não está a par da quantidade de duplas-grafias aceites. Se formos pela sua lógica, posso escrever concepção com “p” porque noutro país é pronunciado. Mas eu não pronuncio o “p” de facto (o “p” abre-me a vogal precedente para não parecer com “concessão”) logo se escrever com”p” vou contra a regra que Acordo impõe sobre as “consoantes mudas”. Agora ainda pude constatar que o Acordo entra em contradição com ele próprio. Incrível! Sinceramente, em vez de sencionalismos, apresentai-me provas científicas que apoiam o acordo. Eu nao vejo nenhuma mas posso estar enganado. Estão a sonhar demasiado alto mas comparai o português que aí vem com outras línguas que têm norma oficial única: vejam alguma língua que aceita duplas e triplas grafias? Isso mostra que o português vai ficar ao estilo “dito por não dito”. Como disse Graça Moura, às duas da manhã escrevo assim, às quatro da tarde, escrevo de outra maneira e à meia-noite, escrevo ainda de outra forma. Isso é ridículo!

    A mim não me interessa se a vertente brasileira é a mais ensinada, se aquele país tem 180 milhões (esta desculpa é tão parva porque gostaria de saber se daqueles 180 milhões, todos sabem escrever correctamente) , além do mais, estou-me nas tintas de como se escreve no Brasil. Para mim podem escrever como querem, com c ou sem, com k ou sem pois cada país faz o que quer. O que interessa, no meu caso, é a língua escrita aqui, o património daqui que está a ser ameaçado por interesses geo-políticos.

    Estão quase 40 mil pessoas a pedir a anulação. Agora pergunto-me, a língua é do povo ou da política? É admissível ver uma língua ser alterada por um decreto? Quem deve o Presidente da República ouvir? O povo ou os interesses de outros países e de outras organizações? Como disse, são estas democracias que permitem ditaduras deste tipo.

    Querem fazer o Português uma língua de projecção mundial? Então enviai cartas aos ministérios da educação exigindo um melhor ensino nas aulas.

  122. Joel, são 40 mil pessoas pedindo a anulação, num país de quase 11 milhões de habitantes.

    Você aprendeu a gostar da sua língua, e ela faz parte da sua identidade. Você não se importa com a forma de escrevê-la em outros países, ou com a forma de falar de outras regiões de seu país. Você só quer que você e seus conhecidos não tenham que escrever e ler em outra ortografia.

    Se seus argumentos fossem estritamente técnicos, estaríamos a discutir verbos irregulares ao invés de diferenças regionais, e estaríamos falando de enquetes ao invés de abaixo-assinados.

    O acordo tem uma forte conotação cultural, econômica e política, além obviamente de histórica e geográfica. Ele significa aproximar os países lusófonos, de forma a fortalecer nossa cultura. Está claro que no processo cada país perderá algo; ao contrário de muita gente, eu não tenho a pretensão de dizer quem vai ganhar mais do que quem. Dizer que um país está ameaçando o outro é falta de perpectiva, pois ao menos tanto no Brasil quanto em Portugal há pessoas favoráveis e contrárias ao acordo.

    Sua resistência ao acordo também tem uma forte conotação cultural, econômica etc. Você tem todo o direito de querer que seu bairro mantenha a mesma ortografia das últimas décadas, bem como também pode querer que toda a comunidade lusófona se alinhe às suas noções de gramática. Acontece que a vontade dos outros também precisa ser levada em consideração, a não ser que você funde uma micronação.

  123. Joel, eu li mais de que uma vez o afamado Acordo e não estou enganado daquilo que digo. A regra é clara: Se os pês e cês foram mudos nos diversos paises lusófonos, então caem, se não forem nao caem. Se forem mudos por parte da população de um país ou mudos num país e nao noutro aparece a dupla grafia. Ora, em regioes de portugal e também no brasil palavras como concepção, aspecto, caracteristica, ( eu pronuncio o “c” em caracteristica) como em parte de Portugal e em quase todo o brasil é pronunciado, o acordo prevê para evitar dúvidas que a academia de ciências de lisboa e o brasil elaboram uma lista comum (dicionário) para quando a Acordo entrar em definitivo só haver duplas grafias em palavras em que não se consiga o acordo da tal lista comum…ou seja a maioria dos contra e dos pró o acordo estão de acordo que como no brasil essas palavras têm “c” e “p” elas devem e podem permanecer em Portugal também. Nesse caso concepção nao passará a conceção. De resto o governo brasileiro e também o Portugues já confirmaram que vão iniciar muito em breve os trabalhos das tais palavras comuns. Como não houve e não haverá consenso em palavras como facto e fato, nesse caso segue a norma da dupla grafia

  124. Rui, desculpe-me por demorar a responder sua questão; no Brasil pronuncia-se “dezôito”, com graus variados de ênfase na letra “e”. Na região Nordeste muitas palavras são pronunciadas mais abertas que no Sul e Sudeste, mas creio que nesse caso todos pronunciam a sílaba tônica da mesma forma.

  125. Os defensores do acordo ortográfico esgrimem argumentos vazios que apenas servem para justificar os recursos que foram gastos neste oco acordo ortográfico. Dizem que serve para uniformizar a língua, para nos entendermos melhor, para o português ser uma língua forte. Hã? Que acordo é este que nos pretende obrigar a matar meia dúzia de cês e pês “para nos entendermos melhor”? Todos os portugueses sabem identificar, seja qual for o nível de escolaridade, um texto na variante brasileira e outro na variante portuguesa. E porquê? Por causa destas letrinhas? Claro que não. Porque é uma forma de escrever ESTRANHA.
    As diferenças estão na utilização das palavras, das mesmíssimas palavras portuguesas (e de muitas americanizadas). Que mentira é esta que querem contar ao mundo? Que existe só uma forma de escrever português, quando o acordo permite a utilização de grafia dupla e até mesmo tripla em muitos casos? Porque que não deixar a língua, seja qual for a sua variante, evoluir conforme a vontade dos seus falantes, do uso que lhe dão? Isto só vai servir para termos uma variante abrasileirada híbrida de português. Dizer que existe só um Português significa que, futuramente, a tradução dos diversos produtos seja feita nesse idioma único, que será o brasileiro, já que o real vale bastante menos que o euro – será, obviamente, o mercado brasileiro o favorecido.
    Enquanto consumidora, contribuinte e eleitora, exijo o acesso a informação escrita em Português de Portugal. Não quero ir ao dicionário quando comprar um produto para descobrir o que é “pimbolim”, cardaço, planilha, bate-papo, tela e muitos mais.
    Não tenhamos ilusões: o material impresso num só português representará a forma de escrever do Brasil – a forma como falam os brasileiros, cheia de gerúndios, pronomes trocados e palavras desconhecidas. E será esta, mais tarde ou mais cedo, a língua imposta aos portugueses. Se os países que adoptaram a língua portuguesa, por motivos geográficos ou outros, a foram modificando, ainda bem para eles, porque a língua é uma coisa viva, moldada pelos falantes e não por políticos ou teóricos bem instalados nos seus tachos. Se a variante brasileira for a escolhida como língua oficial na ONU, parabéns ao Brasil, que tem muitos milhões de habitantes. Não me incomodo nada e nem os invejo. Em relação a outras línguas faladas mundialmente, existem acordos ortográficos de uniformização? Eureka, que pólvora é esta que só as academias brasileira e portuguesa descobriram? Como é que o Reino Unido, a França e a Espanha, com tantos falantes das respectivas línguas, nunca se lembraram de implementar acordos semelhantes? A América Latina tem mais falantes que Espanha. Os EUA têm mais falantes que o Reino Unido. As ex-colónias francesas de África e Ásia têm mais falantes que França. E estes países, que disseminaram a sua língua, escrevem agora como as suas ex-colónias só porque estas os suplantam em número? Claro que não.
    Cada país que escreva consoante evolui a sua variante. Que mania é esta dos políticos portugueses? Portugal sempre foi pequeno geograficamente, mas estes políticos de agora vendem-no por pouco, tornam-no medíocre, tacanho, pequeno de espírito. Caramba, pertencemos à União Europeia! Sejamos pequenos e antigos neste antigo continente e nesta nova união! Tenhamos orgulho na nossa língua! Não a deixemos desaparecer! Este acordo NÃO é porreiro, pá!!!

  126. Lenine é um artista de origem maranhense que mora no Rio de Janeiro. Para você ter uma noção, a distância rodoviária entre a cidade de São Luís e a do Rio de Janeiro é aproximadamente a mesma que a entre Lisboa e a Dinamarca. Uma vez um entrevistador comentou o sotaque do artista, ao que ele respondeu:

    Engraçado, o pessoal daqui diz que eu falo com sotaque do Maranhão, mas meus amigos de lá dizem que eu falo como carioca.

    MAT, é óbvio que você estranha o jeito de falar do Brasil, ainda que provavelmente você ignore a variedade dos falares no Brasil. (Por exemplo, em algumas regiões, usa-se mais o “tu” que o “você”, e conjuga-se conforme a norma culta.) Eu também estranho o jeito de falar dos angolanos que fazem comigo algumas disciplinas de pós-graduação. As pessoas são diferentes entre si, não adianta espernear. Eu gosto disso, você não?

    (E se você acha estranho meu falar, então nem lhe conto a conotação de “porreiro” por aqui.)

    Você parece acreditar que o acordo ortográfico obrigará os portugueses a escrever como os brasileiros. Ora, os brasileiros têm justamente a opinião oposta!

    Como eu já disse a outro leitor, você tem todo o direito de querer que seu bairro, seu país, ou até mesmo o meu país, escrevam como você está acostumada. Acontece que você mora numa sociedade, então não adianta só querer, é preciso levar em consideração o que os outros querem. Isso de dizer que os argumentos alheios são inválidos, que você é quem está certa, isso não leva a lugar algum. Se você não quiser ouvir os outros, vai acabar falando sozinha.

    Eu não faço parte do seu governo, nem lhe vendo coisa alguma. Não adianta exigir coisa alguma aqui, e sim aí na sua cidade. Eu estou muito interessado no seu ponto de vista (por isso abro espaço para comentários), mas eu não escrevi o acordo, nem decidi pela sua implementação.

  127. MAT, os seus argumentos contra o Acordo ortografico são fáceis de desmontar. Vem afirmar: “Porque não deixar a língua, seja qual for a sua variante, evoluir conforme a vontade dos seus falantes, do uso que lhe dão?” Conforme a vontade dos seus falantes??? Li bem??? Essa teoria passada à prática representa apenas e não só o caos. Vejamos o quê se passa em Portugal: No Minho fala-se binho, baca, coraçom… em Lisboa, friu e briu, ao invés de frio e brio!!!! Com essa teoria o povo do norte a que eu pertenço, tem o direito ( nem que seja para fazer frente a Lisboa) mudar a ortografia e não só, tanto mais que no Porto diz-se “cimbalino” e em Lisboa “bica”, no norte Litoral “bouça” e no interir “monte”; no alentejo, pêro e no resto do país maça; em Lisboa estores e no resto do país persianas, numas partes a cerveja é fino no outro oposto é imperial… e podia dar muitas centenas de exemplos. O seu argumento MAT é perigosamente divisionista, e poderia levar num prazo de um século ao desmenbramento e colapso do Português de Portugal tal como já está a acontecer na Galiza. O facto de a galiza se ter separado de Portugal levou castela a apoderar-se do Português original e hoje a maioria dos galegos só falam ( e escrevem) castelhano. E o que pensar dos Açores e da Madeira?!?!

    Outro argumento da MAT: “Não tenhamos ilusões: o material impresso num só português representará a forma de escrever do Brasil – a forma como falam os brasileiros, cheia de gerúndios, pronomes trocados e palavras desconhecidas. E será esta, mais tarde ou mais cedo, a língua imposta aos portugueses”. O material impresso num só país???? Li bem??? Os jornais portugueses vão usar a variante brasileira? NÃO E os livros escolares? NÃO. E as legendas das televisões? NÃO. E os sites portugueses na internet? NÃO. E as revistas côr de rosa? NÃO. E os livros das livrareiras? Talvez alguns, mas aí vem a Lei de mercado, como eu e a MAT e a maioria dos portugueses preferimos a variante lusitana, as editoras para não perderem dinheiro continuaram a editar a variante Portuguesa, com excepção dos autores brasileiros que muito justamente merecem o nosso respeito. É curioso que a MAT, não se preocupe com as novelas , essas sim, podendo condicionar e muito a nossa variante, com a SIC e na sua grelha tem duas e três novelas brasileiras por….noite e em horário nobre!!!

    Escreve a MAT: “Como é que o Reino Unido, a França e a Espanha, com tantos falantes das respectivas línguas, nunca se lembraram de implementar acordos semelhantes”? Acordos semelhantes???? Li bem??? Que eu saibas as Línguas, as ortografias e os países são diferentes. Entre ingleses e norte-americanos não existe acordo no papel, mas existe acordo na prática, porque os livros do Tio Sam são publicados no reino de Sua magestade sem alterações. Então como é que fica o “inglês puro”? Não vejo os ingleses preocupados com a invasão americana. Quanto ao francês e ao espanhol as diferenças são tão insignificantes nas diversas variantes, que nao é necessário um acordo desse tipo, embora exista outro tipo de acordos. De resto, com excepção do inglês, todas as principais Línguas, mudaram a ortografia ao longo do séc. XX.

    Dizem para a Língua evoluir naturalmente. Muito bem, concordo, mas uma língua tem que ter as suas regras, e é em nome do “evoluir naturalmente” que as consoantes mudas caem. Isto já tinha ocorrido no verão quente de 1911… e sem a concordância dos escritores!!!

  128. MAT

    “Enquanto consumidora, contribuinte e eleitora, exijo o acesso a informação escrita em Português de Portugal. ”
    Isso já está a acontecer hoje, isto é, em Portugal o preconceito promovido pelas editoras portuguesa já conseguiu afastar as edições internacionais em LP. Portanto, as editoras portuguesas vendem-nos os livros mais caros da Europa. Em Espanha aproveitam publicações mexicanas ou argentinas impressas à escala mundial. O mesmo acontece na GB com publicações americanas. São mais cultos do que nós, pelo que uma versão não nacional do seu não lhes faz cócegas no cérebro.

    Escreveu
    “Em relação a outras línguas faladas mundialmente, existem acordos ortográficos de uniformização? Eureka, que pólvora é esta que só as academias brasileira e portuguesa descobriram? Como é que o Reino Unido, a França e a Espanha, com tantos falantes das respectivas línguas, nunca se lembraram de implementar acordos semelhantes? A América Latina tem mais falantes que Espanha. Os EUA têm mais falantes que o Reino Unido. As ex-colónias francesas de África e Ásia têm mais falantes que França. E estes países, que disseminaram a sua língua, escrevem agora como as suas ex-colónias só porque estas os suplantam em número? Claro que não”

    No inglês não existe acordo ortográfico; existe a variante americana e britânica. As pulbicações de um país são vendidas no outro sem que os leitores reclamem ou recusem. São gente culta, não são como os portugueses que se opôem ao acordo.

    No francês, no espanhol e no alemão existe uma uniformidade imposta à língua escrita por uma instituição reconhecida pelos países que usam a língua. Isto apesar de as variantes faladas destas línguas serem mais, muito mais divergentes entre si do que o PP e o PB. Existem edições internacionais usando uma forma de escrever em que os leitores percebem como ‘mexicano’ ou ‘quebecois’. Só que ninguém se incomoda com isso. Uma vez mais porque são gente culta, ao contrário dos que em Portugal ou no Brasil se opõem ao Acordo.

    Quanto ao gerúndio

    Leia os Lusiadas e conte quantas vezes usado o gerúndio e o infinitivo, mas não fique a pensar que a culpa é do Acordo Ortográfico ou da influência brasileira. O gerúndio é usado amplamente no sul de Portugal (Alentejo e Algarve) e na Madeira. Até cerca de 1940 o gerúndio era também geralmente usado nos meios cultos lisboetas (veja discursos políticos ou consulte jornais anteriores a essa data). O uso do gerùndio é uma evolução recente do PP cujo uso está a ser imposto a toda a população pelo uniformidade o falar lisboeta a todo o país.

  129. Leornado Fontenella,40 mil que assinaram essa petiçao,mais 60 mil outras petiçoes +ou-,no total 100 mil.Agora quantas petiçoes a Favor?Nenhuma!Se formos avaliar pelas petiçoes os portugueses seriam contra a 100%,o que todos sabemos que tambem nao e bem assim.Infelizmente o portugues assim e so quando começar a doer e que as pessoas começar a protestar verdadeiramente e a revoltar-se.Para ja ninguem acredita que isso va passar a pratica.Nao sou eu que disse que eram dois idiomas,a Luciana tal como outros brasileiros e que dizem tratar-se de dois idiomas!Eu acho que nao e ate falei do meu padrasto,que aprendeu a falar portugues em um mes de ferias no brasil,tem facilidade de aprendisagem!Eu quando o conheci falava em portugues com ele normalmente!Atençao que nao sou vaidoso mas sim orgulhoso da minha lingua que escrevo e falo!!!Nao faço ideia como seria se tivesse nascido em outro pais com outra lingua!Agora nasci neste e como ja disse anteriormente e repito esta cultura da qual a lingua portuguesa faz parte foi onde eu nasci,foi onde eu cresci,foi com ela que me fiz homem,e tudo devo a minha cultura!Sim tenho orgulho de quem sou sim tenho orgulho da minha patria!!!Em relaçao aos outros paises informa-te melhor!

  130. Paulo,

    Antes de mais, queria dizer-lhe que, ao ler o seu comentário, percebo perfeitamente que esteja de acordo com o acordo ortográfico (passe a redundância): vai permitir-lhe a si, e a muitos mais, darem uma quantidade inacreditável de erros mas com a desculpabilização do acordo (fase de adaptação, etc., etc.).

    ortografico – ortográfico
    ( nem que seja – Sem espaço quando se abre ou fecha parênteses.
    o “quê” se passa – O quê? / O que
    e no “interir” – interior
    país “maça” – Tantos erros é que me maçam, sem falar de vírgulas mal colocadas ou inexistentes.
    desmenbramento – desmembramento. Antes de um P ou B, escreve-se com M e não N.
    côr de rosa – Até no novo des(acordo) ortográfico se manteve cor-de-rosa.
    livrareiras – Detectado.
    que eu “saibas” as línguas – Eu saiba, tu saibas, ele saiba…
    Sua magestade – Pois, nem C nem P. É mesmo com J.

    que nao é necessário – É com ~. É o ¨ que vai desaparecer.

    Quanto aos seus argumentos de “desmontagem”:

    1. “no Porto diz-se “cimbalino” e em Lisboa “bica” – Não misture alhos com bugalhos. Estes exemplos são referências culturais que os portugueses compreendem. Mas será que os brasileiros as percebem? Para mim, veado (viado?!) é um animal, por exemplo.

    2. “O seu argumento MAT é perigosamente divisionista” – O que vai dividir os países de expressão portuguesa vai ser este acordo inútil. Bem podem obrigar os portugueses a matar consoantes, que vamos continuar a precisar de traduções de PT BR para PT PT. E não é por haver diversas palavras com grafia dupla/sinónimas em PT PT que isso quer dizer que os portugueses percebam futuramente textos brasileiros (com palavras completamente portuguesas, mas não utilizadas em Portugal – logo, desconhecidas), principalmente técnicos. Aliás, é vastamente sabido que, no ensino superior, os alunos preferem livros técnicos em inglês, mas facilmente compreendidos, do que as intragáveis versões em PT BR (e quantos de nós não passaram por isto?).
    A nível dos PALOP, com a indecisão angolana e moçambicana, e até mesmo Timor, não duvido que prefiram futuramente ter o Inglês como língua (motivos geográficos – idioma dos países vizinhos, económicos, etc.)

    3. “maioria dos galegos só falam ( e escrevem) castelhano” – Os jovens até aos 20/25 anos na Galiza é que só falam e escrevem castelhano; o resto da população fala e escreve galego. Além disso, estão neste momento a fazer campanha para manter o Galego como língua oficial.

    4. “É curioso que a MAT, não se preocupe com as novelas” – Gosto mais de filmes brasileiros. Além disso, a política economicista do operador estatal e do privado que refere leva-os a comprar este tipo de produto ao Brasil para satisfazer a quota obrigatória de programas em “português”. Mal por mal, antes o outro operador privado (que tem produto nacional), ou então, “I have cable”.

    4. “porque os livros do Tio Sam são publicados no reino de Sua magestade sem alterações” – Pois é, apesar do famoso color/colour e outros que tais, os britânicos percebem a variante EUA, mas não “mataram” as letrinhas que escrevem a mais, pois não? Em relação à literatura, os autores portugueses publicados no Brasil vêem as suas obras traduzidas não tanto por causa dos pês e dos cês, mas principalmente por motivos gramaticais e lexicais. E sobre estes, o acordo equivale a zero.

    A única questão que se coloca é: Acordo para quê?
    Não é por causa de uns cês ou pês a mais ou a menos (que nos querem impor) que os portugueses vão perceber melhor ou pior um texto em PT BR. E é essa a mentira deste acordo. Querem que engulamos a “xaropada” de que, com menos letras, nos vamos perceber melhor. E isso, caro Paulo, simplesmente não é verdade.

  131. Leonardo, a grande diferença é que no norte de portugal o “ão” quase sempre é pronunciado “om” e o “v” é quase sempre “b”. Nos últimos 50 anos tem havido uma grande pressão dos professores e da própria sociedade para os mais novos pronunciarem o português correto. Por esse facto as pessoas que pronunciam “om” acabam por se sentir menorizadas e a malta mais nova esforça-se de modo artificial por pronunciar a norma “ão”. Mas há outra diferença entre o norte e o sul. No norte o ditongo “ei” é pronunciado como se escreve. No sul o “ei” passa a “ê”, “queijo” no norte e no sul “quejo”.

    Mais diferenças está nas vogais. No norte não se come tanto as vogais. Por exemplo aqui no norte pronunciamos “FILIPE”, no sul pronunciam “FLIPE”, ou seja no sul há uma tendência para “comer” as vogais, e é por isso que quando um brasileiro chega a Lisboa, tem dificuldade em compreender o Português. É por isso que normalmente os brasileiros compreendem melhor os portugueses do norte .

    A última grande diferença é que no norte pronunciamos ” cantar” ou “amar”, mas na maior parte do sul, principalmente no Alentejo, pronuncia-se “cantari” e “amari”.

  132. Mat, nao sabia que estava tão zangada comigo!!! Eu sei muito bem como se escreve e, se quer que lhe diga, obviamente detetei todos os erros de que falou, apenas emendei “livrareiras” porque como este blog é brasileiro , não quis que no Brasil pensem que essa palavra é diferente cá e lá. A prova que eu estou a falar verdade, é que nem conheço a palavra “livrareira” e, por isso, ao escrever com muita pressa no teclado dei esses erros. Tenho pena que tenha ido por aí!!! Nesse caso deveria era emendar o Márcio porque ele em cada três palavritas uma está errada ( não me refiro aos acentos)

    Mat, desculpe que lhe diga, mas os seus argumentos nem merecem grandes comentários. Afinal dá-me razão. Os galegos estão desesperados – a sua língua ( português galego) está a desaparecer!! ( voltarei a este assunto mais logo)

  133. Caro Leonardo,

    Realmente não sei qual a conotação de “porreiro” no Brasil. E é por não saber que sou contra este acordo – porque não são umas letrinhas que nos vão aproximar, nem contribuir para nos compreendermos melhor. Se assim fosse, o próprio Leonardo saberia porque escrevi “porreiro”. Então, para que serve o acordo? Para escrevermos num mesmo código que usamos de forma diferente? Para quê lançarmo-nos nesta confusão que não trará proveito nenhum?
    Não estou sozinha neste rotundo Não. O povo português tem brandos costumes e passou-lhe ao lado este acordo, votado a uma sexta-feira, numa altura de crise. É preciso informar as pessoas, esclarecê-las. Eu também não escrevi o acordo, nem me foi perguntada a opinião. Aliás, só a opinião das academias contou. Linguistas, editores, professores de português, tradutores, instituto Camões – todos ignorados. Nenhuma outra instituição foi tida em consideração. Como pode este acordo ser um acordo?!

    Caro Rodrigues,

    Não sei se concordo que os ingleses sejam mais cultos por terem uma aceitação de materiais (documentação técnica, literatura, etc.) em EN US. Mas se gostassem assim tanto da grafia US, não teriam já mudado por esta altura? Este até costuma ser um povo bastante sobranceiro. Basta ir ao Douro vinhateiro ou ao Allgarve. Mas também não percebi o seu argumento:

    Os ingleses não abdicaram das letras que escrevem a mais do que os americanos e aceitam materiais em EN US.
    Logo

    Os portugueses, como não aceitam materiais escritos em PT BR, têm de abdicar das letras que escrevem a mais do que os brasileiros para aceitarem materiais em PT BR.
    Ah, é por causa dos cês e dos pês que não percebemos textos PT BR? Ou por questões gramaticais/lexicais? É que dessas não trata o acordo.
    Em relação ao alemão, existem duas grafias oficiais no próprio país.

    Caro Márcio,

    Existe também 1 petição a favor do acordo, com cerca de mil e poucas assinaturas.
    É como disse anteriormente, o acordo passou um bocado ao lado.

    Em relação à aplicabilidade do acordo, penso que o comentário de uma conhecida personalidade portuguesa resume este assunto:

    http://www.ciberduvidas.com/controversias.php?rid=1640%20COMENTÁRIO%20DE%20VASCO%20PULIDO%20VALENTE

  134. Mat,
    Segundo entendi então a razão para o Acordo ser rejeitado resume-se a nós não compreendermos certas palavras no brasil ou vice-versa!!!! Não faz sentido, porque sem o Acordo o número de palavras desconhecidas até aumentarão como é obvio de ver. Aliás é por essa razao que os americanos compreendem quase tudo dos ingleses; porque de ambos os lados não fecham a porta à cultura, à arte, à ortografia… aos livros. Na Língua Inglesa color/colour funciona na prática como dupla grafia, como acontece daqui a pouco com contato/contacto. A Mat sabe quantas palavras com cês e pês mudos existe actualmente no Português de Portugal? MAIS DE MIL !!!! Um perfeito exagero. E quem começou a apagá-las? Portugal em 1911. E quem acaba com elas de vez? Portugal…e com muita coragem!!!!

    Posso também informar que o Acordo também prevê um dicionário técnico-científico comum, para evitar no futuro a humilhação atual de irmos consultar material inglês.

    Por tudo isto sinto-me na obrigação de responder à pergunta: “Acordo para quê”?
    Para q

  135. Mat,
    Os ingleses e americanos compreendem-se melhor exatamente por isso. Não fecham as portas à cultura, à arte, à ortografia…aos livros. Pena que não compreenda isso. Se ficarmos fechados numa redoma de vidro, então sim, cada vez mais os brasileiros e angolanos serão para nós mais desconhecidos e as palavras desconhecidas entre falantes lusófonos aumentarão como é lógico de ver. Color/colour funciona na Língua inglesa como a partir de agora contacto/contato.
    A Mat sabe quantas palavras no nosso idioma tem cês e pês mudos? Mais de 1000!!!! Um triste exagero; e se foi Portugal que começou a destruí-las porque se culpa os brasileiros? Assim, a comparação com o color/colour não me parece adequada, porque foi essa a lógica da República. O Brasil limitou-se 20 anos mais tarde a fazer o mesmo, mas como viu que a lista do palavreado maldito estava incompleto na Lusitânea, foram mais além… apenas isso.

    Um acordo para quê?
    Por muitas razões, por isso aconselho a MAT a ler todos os meus comentários nas últimas semanas neste blog e saberá as principais.
    Quero um português mais adaptado aos tempos modernos e sem arcaismos.
    Quero um português a lutar com as mesmas armas do inglês.
    Quero um português com força nas Nações Unidas.
    Quero um português com regras claras de ortografia e sem vícios actuais. Vícios: ( comboio sem acento; jibóia com acento; actual com “c” e prática sem “c”) …é lindo não é????????????
    Quero um português internacional com as suas variantes, mas um só idioma.
    Quero comunicar cada vez mais com os nossos irmãos lusófonos do hemisfério sul, através dos livros, da música, da internet e sem isolamentos e sem tiques de superioridade.
    Quero um português com uma nova alma; e este acordo – mesmo que imperfeito- será o grão de mostarda, a alavanca de um português que não quer morrer
    QUERO CONTINUAR A FALAR PORTUGUÊS e aprender com os erros dos galegos, que nem por milagre voltarão a falar português.

  136. Senhores (as);
    lí diversos comentários. Entendo o bairrismo português, mas lembro que as mudanças são muito pequenas, tanto para o padrão português quanto para o brasileiro. Entendo também que o ganho por uma pequena padronização ortográfica é enorme, para todos os lados (portugueses, brasileiros, angolanos, moçambicanos, timorenses, guineenses, cabo-verdianos e são-tomenses). Assim, visto que todos terão que ceder, mas que esta cessão representa um ganho significativo para todos, não vejo razão para tanto alarde.
    Afinal, nenhum povo será prejudicado, mas todos ganharão. As diferenças que enriquecem a língua nunca deixarão de existir, pois estão enraizadas em um padrão cultural muito próprio de cada povo.
    Aproveito a oportunidade para parabenizar a todos que se pronunciaram, seja contra ou a favor do acordo. E eu, um brasileiro orgulhoso de sua terra, e , ao contrário do que ví um português comentar ( tinha que ser português …), orgulho-me de ter sido este povo a colonizar o Brasil , e não credito nossas mazelas a nenhum português, mas, antes, credito muitos pontos favoráveis em nossa cultura a este povo.Aliás, aborrece-me ver algum comentário desfavorável aos portugueses no que diz respeito às mazelas do Brasil. Os brasileiros são responsáveis pelas suas mazelas. Se Portugal não é nenhuma das grandes nações européias ( em termos econômicos e militares, bem entendido!), assim o é por sua própria escolha. Abraços a todos,
    Vilson do Brasil.

  137. Márcio

    Continuas a dar erros em barda, é uma tristeza: não é brazil é Brasil, não é facista é fascista, só para exemplificar. Não usas acentos porque não conheces a regra do seu uso. Talvez também andes preocupado com a ‘jiboia’, embora nem saibas muito bem porquê. És burro. És tacanho. És pequenino. E queres uma língua portuguesa à tua medida, pequenina. Perdeste, tu e os tacanhos que ainda existem em Portugal; tanto melhor para Portugal e para a Grande Língua Portuguesa.

    MAT

    Vejo que não respondeu à minha observação sobre o facto de o alemão, o francês, o espanhol, o árabe terem uma ortografia unificada apesar de todas estas línguas terem
    divergências nacionais e regionais muito maiores do que o PTPT e o PTBR. Também não respondeu ao facto de um espanhol não estar minimamente procupado em ler um livro traduzido pelas regras sintaxicias da Argentina.

    Vejo também que continua procupada com as palavras que se usam no Brasil e não se usam em Portugal, e vice-versa. No entanto, penso que sabe que os ingleses conhecem o significado de várias palavras com origem nos EUA apesar de elas nunca terem sido usadas na GB. Ouvem-nas e leêm-nas diariamente sem qualquer problema e com a maior naturalidade, apesar de não as usarem. Então, qual o problema do ‘ônibus’ brasileiro? Talvez a MAT ache que o saber ocupa lugar. Nada como alargar os seus horizontes pessoais e intelectuais. Leia, viaje, saia da aldeia, apanhe ar, e vai ver que isso lhe passa.

    Paulo

    Sobre o que aqui deixou acerca da Galiza e os galegos. Esteve no Parlamento uma delegação da AGAL que defendeu a aprovação do Acordo aquando das discussões prévias. A AGAL e outros grupos pro-lusófonos da Galiza fazem um esforço heroico para reintegrar o Galego na LP, apesar das grandes diferenças entre o que sobrou do galego e a LP. Isto, sim, merece a nossa consideração, o nosso respeito, o nosso apreço, o nosso aplauso, e não a atenção que é dada à quantidade de tacanhos e broncos que chora baba e ranho porque a Nossa Lìngua Portuguesa não se transformou numa Língua regional da península ibérica

  138. Caro Leonardo Fontenelle, antes de mais nada, trancrevo uma de suas observações: …que vejo são pessoas defendendo racionalmente preferências que nada têm de racionais. Até hoje não encontrei quem tivesse como saber as reais vantagens e desvantagens de se unificar a ortografia.
    Agora lhe pergunto: por que, então, mexer na ortografia hodierna? É preferível deixar as coisas como estão (muito complicadas, já), do que arriscar um salto no escuro!
    Depois de lidas muitas opiniões desta página, meus pensamentos (90%) e as opiniões do leitor Rui Vilela convergem quase que completamente. Houve, na história deste país, dois acordos ortográficos com Portugal: o de 1943 (incentivado pelo então presidente Getúlio Dornelles Vargas), o qual foi sutilmente modificado por Portugal, em 1945; e o de 1973, para que Portugal se aproximasse um pouco mais da escrita brasileira. As pessoas, portanto, que nasceram antes de 1943, sofreram para se adaptar às novas exigências da Língua; os brasileiros anteriores a 1973 foram novamente atingidos por pequenas modificações ortográficas, as quais dilaceraram com o cérebro de milhões deles – fato que traz resquícios até os dias de hoje! Agora, mais uma idéia mirabolante: modificar o nosso sistema de escrita (que só é decodificado por poucos!) para adaptá-lo às regras do “eterno colonizador!”
    O que mais me compunge nessa história toda é a falta de atenção à opinião dos usuários da Língua! Por que não pesquisar os principais responsáveis pelo ensino da Língua Portuguesa? Por que as opiniões mais impotantes, em nível de entendimento no assunto, não são ponderadas? Por que os maiores gramáticos, na sua maioria, não são a favor do acordo? Por que são os donos de editoras e manipuladores de Internet os maiores interessados nessa famigerada reforma? São perguntas de um falante dessa mesma Língua – inculta e bela – que concernem à atualidade do assunto em pauta!
    E para finalizar as minhas críticas (racionais, do ponto de vista lógico), quero salientar que, diferindo de algumas afirmações feitas nesta página (que para mim soam como tergiversações!), o acordo ortográfico não vai contribuir exatamente em nada com a nossa vida acadêmica, pois qual é a diferença de freqüente e frequente? Algo me impede de ler o que está escrito? Pois que eles rechassem o trema e nós o conservemos! Ou acaso são os brasileiros que, por não saberem da riqueza desse símbolo cultural, querem bani-lo, por falta de conhecimento de uso!? E a diferença entre vôo e voo? Entre adoptar e adotar? Jibóia e jiboia? Agora, convenhamos que pára-quedas é algo mais lógico que paraquedas! E que os acentos diferenciais, vigentes há mais de sessenta anos, não deveriam deixar de existir, de forma nenhuma: pára é diferente de para, ou não?
    Como diz o grande professor Cláudio Moreno: deixem a nossa ortografia em paz! E juntemo-nos aos grandes gramáticos e críticos da Língua para bradar um não às modificações aleatórias e irresponsáveis na nossa Língua!
    Desculpem-me a opinião sincera! E se houver a vigência desse acordo (a esperança é a última que morre, ainda que morra todos os dias neste país de aristocratas e dominados), serei fiel ao pensamento de Voltaire: Não concordo com o que dizes, mas defenderei, até o último momento de minha vida, o direito que tens de dizê-lo!

  139. MAT, eu entendi o que você quis dizer com “porreiro”. A variação de vocabulário dentro de Portugal é trivial perto da variedade que temos dentro do Brasil. É muito mais fácil para mim ler Saramago que Guimarães Rosa, e mesmo João Ubaldo Ribeiro traz palavras muito mais novas para mim que Eça de Queiroz.

    Quando alguém escreve um livro em Florianópolis, o livro está correto em Cuiabá e em Natal. Pode até usar um pronome engraçado ou alguns termos pouco conhecidos, tudo bem. Mas, se você trouxer um livro de Portugual para cá, ele pode ser perfeitamente compreensível, mas estará escrito de forma incorreta. Os únicos livros em ortografia portuguesa que já encontrei no Brasil foram os de José Saramago, com a informação explícita que a escrita foi deixada como estava a pedido do autor.

    Portugal é uma economia pequena para a Europa, e o Brasil é um país dos mais ricos, mas extremamente desigual. Se nossos mercados se unirem, isso poderá significar a quebra de algumas editoras, mas também o crescimento de outras. Com tantos argumentos contra o acordo, até hoje não encontrei alguém dizendo que as editoras brasileiras vão acabar com as portuguesas ou vice-versa. Supondo que sobrem editoras o suficiente para manter a concorrência, o aumento da escala poderá até baixar os preços dos livros. Os autores portugueses contemporâneos serão melhor conhecidos pelos brasileiros e vice-versa.

    Com toda a tecnologia de que dispomos, talvez a ortografia nos atrapalhe mais que o Atlântico.

    Sim, eu sei, a ortografia continua sujeita a variações. Sinceramente, concordo que isso seja uma deficiência do acordo. Mas, e se isso for uma concessão para que o acordo seja viabilizado? Admitindo uma variação dentro da ortografia oficial, poderemos dizer aos nossos filhos: há quem escreva assim, e quem escreva assado. E eles poderão estudar em livros (ou websites, ou…) de qualquer país lusófono sem que isso o induza a erros.

  140. Não me conformo com a ideia de se estar e se ir gastar milhões e ninguém ligar importância a questões tão simples, como a forma de se escrever.
    Se estamos a rever o acordo, não se poderia encontrar uma grafia que resolva algumas dúvidas?
    Repetir a consoante como no inglês em “freqquente” e “lingguiça” ??
    As mesmas dúvidas em enxame, exame(ezame) e fixação(ficsação).

  141. O fato de Luis Sousa ter escrito um comentário em dois artigos me lembrou de algo que eu já deveria ter feito há muito tempo.

    Foi fechar a discussão nesse artigo. Continuo interessado em comentários sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas prefiro-os em artigos mais recentes.

  142. Tô Loco Gunter Jr !
    Que visão da LP. Ela nunca será relíquia. Se observares, a LP está em expansão. E isto, em pleno século XXI. Não somente pelo crescimento vegetativo da língua, mas pela adoção em um novo País (Timor Leste) e pelo interesse demostrado por países Africanos. Na América do Sul, cada vez mais paraguaios e uruguaios (sem falar em outras populações) tem buscado entender a língua. Conhecí um paraguaio (em meu curso superior) que ninguem diria que ele não era brasileiro , pois falava e escrevia com absoluta perfeição a LP. A economia é um forte motivador. Seria um erro desconsiderar o crescimento econômico dos países de LP.
    Abraços, Vilson.

  143. Vilson Junior,
    agradeco sinceramente a forma educada de seu comentario, mas, veja os paises que citastes, paise não são como laranjas cuja grandeza maior sao numeros, e preciso qualidade.

    sds,

    gj

  144. Concordo Gunter Jr.
    Não quiz resumir a questão ao aspecto econômico. Mas se observares, todos os países de LP estão se esforçando por qualidade. No Brasil diversas são as premiações em todos os níveis para trabalhos relacionados a LP. Fora dos países de língua oficial portuguesa, diversos são os esforços para melhoria da mesmo. Você sabia que existe um centro de estudos da língua em Dacar, no Senegal , país que não adota oficialmente a LP que já formou milhares de falantes na LP? Falo de qualidade na literatura, na música, na poesia, nas artes em geral. Saiba que até no Japão o interesse é crescente ( e aqui , não se trata apenas de interesse econômico, mas realmente cultural, pois a cultura do Brasil é uma das que mais influencia a do Japão, ainda que esta influência seja discreta, como é normal em culturas orientais ), graças aos milhares de dekaseguis (descendentes de japoneses, nascidos no Brasil, que para lá foram e influenciaram a cultura japonesa). Lembro que a influencia cultural da LP será muito fortalecida com o domínio de todo o processo de distribuição cultural pelos países de LP, hoje fortemente concentrado e sujeito as deliberações de países de língua inglesa, principalmente dos EUA. E não tenho dúvidas que será gradual e crescente a difusão de cultura em LP. Lembro que o fortalecimento dos países de LP ( que aos pouco está ocorrendo, ainda que muito tenhamos que avançar) levará a isso, pois é inegavel a versatilidade, beleza e musicalidade da LP, quando bem trabalhada.
    Novamente, abraços,
    Vilson Junior

  145. Sou portugues, e tenho orgulho de o ser, mas quando leio os comentários desses “portugueses”, é prova como eles são retrógrados,desconfiados, e neo colonionalistas. Realmente a cartilha salazarista ainda “faz escola”. Sendo contra o acordo, é condenar a lingua que se fala neste cantinho, num em pé de igualdade com o holandês ou finlandês, então quem é queria aprender um dialeto de apenas 10 milhoes de pessoas ?. Eu quero que o portugues seja uma grande lingua universal, global, que suscite o interesse de ser conhecido e falado. O português não é só de Portugal é do Brasil, dos paises africanos, é de todos quem a falam.
    Quem é contra o acordo, é contra a lusofonia no mundo, é contra a irmandade entre os nossos paises irmãos, e simplesmente…não sabe ser português !

  146. Quem é contra o acordo, é contra a lusofonia no mundo, é contra a irmandade entre os nossos paises irmãos, e simplesmente…não sabe ser português !

  147. REFORMA ORTOGRÁFICA IRRACIONAL
    O gramático paulista Eduardo Carlos Pereira, no início do século 20, em sua “Grammatica Historica”, dizia que o sistema ortográfico ideal seria fonético e teria um só símbolo para cada fonema. Já observava ele que isto era impossível com as vogais porque existem mais sons vocálicos do que letras.
    Então, os defeitos do Acordo Ortográfico são: 1)elimina o trema ao invés de eliminar os dígrafos “GU” e “QU”; 2)traz de volta as letras “W”, “Y” e “K”, para cujos fonemas já existem símbolos.
    Parece-me que houve mais uniformização do que apereiçoamento.
    Minhas saudações!

  148. Sou Português, e sei o que vai na cabeça dessa gente que é contra o acordo ortografico, o motivo é : orgulho colonionalista, julgam que é uma humilhação e uma depreciação para eles, que o Brasil, uma ex colónia, tenha um papel relevante na língua portuguesa, e esse papel deveria ser inteiramente, só de Portugal, o “dono” da língua. Mas os tempos mudaram,será que eles perceberam isso ?, Os antigos territórios ultramarinos são agora países independentes, e dois deles progridem, com destaque, o Brasil e Angola, e Moçambique para lá caminha, e que agora têm todo direito do mundo, terem a sua palavra, até no rumo da língua portuguesa no futuro. Para já, é o Brasil, grande país, a 8º economia do mundo, irá ser a próxima superpotência, ganhará o seu lugar no G8 e com todo mérito, a seguir será Angola, basta só ler as noticias do seu progresso. E Portugal ? agarrado como esses criticos, aos fantasmas do passado, em que o Brasil, Angola e os outros gravitavam na esfera portuguesa. Esses criticos têm a mente cheia de pó, teias de aranha, e a cheirar a bolor. Portugal não impôs pela força o português nas ex colónias ? então está na hora, e por um ACORDO civilizado, o Brasil dar algo à lingua portuguesa, o que é mais que justo ! e aliás este acordo reforça a ideia da partilha comum da lingua.
    Portugal só tem a ganhar, não só pelo normal curso evolutivo da lingua, como tb um sinal de entendimento por uma politica comum pela lingua portuguesa, pois o mundo está globalizado, será que os criticos deram conta idisso?!
    Já agora ainda dei uma pergunta no ar: Se ainda se escrevesse atualmente “pharmácia”, “hontem”, “quasi”, “correos” e muitas outras palavras, e com um acordo ortográfico, mudasse para “farmácia”, “ontem” “quase” e “correios”, também os críticos seriam contra ?

  149. o acordo ortográfico é necessário par unificarmos a ortografia e as relações entre os países da cplp. eu apoio o novo texto, pois acho mais simples e fácil de escrever. existem aquelas pessoas, tanto no brasil quanto em portugal, que por orgulho e conservadorismo, critica o acordo, justificando desvio dos padrões da língua. mas eles deveriam inspirar-se na ortografia espanhola, que em 1994, fizeram uma única regra ortográfica, que vigora até hoje. vejo em muitas páginas da internet, principalmente estrangeiras, críticas à dupla grafia do português, sendo que muitas vezes, não são traduzidas parta o português, por causa dessa “dupla grafia”. quando os críticos verem os benefícios da ortografia única, pensarão bem sobre os seus conceitos.

  150. Sou venezuelano, e sei que muitos se prerguntarm o que eu faço aqui se o Português não é minha lingua….. Bom eu adoro a lingua portuguesa e mesmo assim que nunca estudei o Português numa escola, tentei e tento sempre ler todo o relativo a historia, origem, e evolução do idioma, posso dizer que sou autodidacta…
    …..
    Sempre me chamo a atenção que o português falado no brasil e o falado em portugal fossem tão diferentes em alguns sentidos, e agora bem como alguem ja comentou antes no caso da lingua espanhola, o seja a minha lingua, eu sendo venezuelano escrevo espanhol do mesmo jeito que fazia na venezuela como o faço aqui na Espanha onde eu vivo, lugar nasceu a lingua, sem ter medo que algum espanhol venha dizer-me que estou errado e que não sei falar, sabendo muito bem o arrogante que são os espanhois com isto da lingua, então não entendo bem porque alguns são em contra do acordo, não vem que iste so vai trazer benefícios para todos os que falam portugues mesmo dum lado como do outro do Atlantico, eu trabalho para uma grande empresa hotelera espanhola, e lembro que uma vez eles tinham que fazer umas traduções de espanhol a português, e no meu departamente haviam duas meninas, uma brasileira e outra portuguesa, pois imaginem, uma disse para a outra que algumas coisas estavam erradas a outra ficou brava, e disse que não tinha nada errado, depois veio aquela conversa toda de que se o português original que se o português brasileiro e quele papo todo…., uma discordia total, coisa que nunca aconteceu comigo nem com outra pessoa que fale espanhol, mesmo que seja argentino, colobiamo, mexicanos ou mesmo espanhois,,,, o caso foi que a final a emprese depois de reclarmar e dizer que para eles ia ser muito caro ter duas versões, uma para Portugal e outra para o Brasil o fizeram…

    Eu so queria dizer que acho que se o portugues estivesse unificado como no caso do espanhol muitas coisas seriam mais faciles, nos temos um organismo que esta presente em todos os paises onde falamos espanhol a RAE (Real academia de la lengua española) e cada certo tempo reúnem-se, e velar pela leingua e a divulgacao da mesma, e editar o Diccionario de la lengua española o qual usamos como referencia mundial, e assim como eu aprendi gramatica na Venezuela usando como referencia os dicionarios e as regras da RAE, nunca tive problemas, imaginem só, que voces compraram um libro de lingua porguesa em Lisboa e fosse tão valido em Portugal como no Brasil e o caso contrario,

    Olham um exemplo do que estava comentando;

    *****O Dicionário da Língua Portuguesa On-Line (DLPO) é um dicionário de português europeu, cuja nomenclatura compreende o vocabulário geral, bem como os termos mais comuns das principais áreas científicas e técnicas da língua portuguesa contemporânea. Tratando-se de uma obra lexicográfica regida pela norma europeia do português, não inclui variantes gráficas da norma brasileira e tem poucos termos exclusivos do português do Brasil.******

    Eu não estou defendo o português do Brasil nem o de Portugal porque não sou nem brasileiro nem português,!!! Mas acho muito ruim isto, porque no caso da minha lingua e sem me tornar repetitivo nunca vi um dicionario de espanhol editado em Madrid dizendo que não inclui variantes do espanhol da Argetina ou do Panama, porque e á mesma linga. Coisa que seria optimo ou otimo dizer Português sem ter que especificar se é do Brasil ou de Portugal

    Bom sei que não sou quem para dizer todas estas coisas porque a minha lingua mãe não é o Português, mas o digo nao pensem que este acordo não vai tirar a sua identidade como nação, sejam brasileiros ou portugues, porque nas ruas e na vida diaria o seus sotaques, e particularidades ao falar vão continuar sendo iguais, o autocarro nao vai deixar de se chamar assim para se chamar onibus, e assim muitas outras palavras, que mudam dependendo do pais onde se esteja, mesmo que quando estou de ferias em Lisboa eu digo que vivo em Madrid, ou quando estive em São Paulo tinha que dizer que vivo em Madri…..

    Espero que nao me levem a mal, eu sou um verdadeiro fão da lingua portuguesa, e assim como adoro ouvir um fado na voz de Mariza, tambem adoro ouvir as canções de Ivete Sangalo.. a final de contas é a mesma lingua o que elas falam e cantam , não é?

    Bom peço perdão a todos voces pelos erros gramaticais mas como disse ainda estou a aprender Português..

  151. …Bom, eu sou brasileiro mas passei boa parte da minha vida em outros paises…. eu sou totalmente a favor desse acordo
    acho q isso já deveria estar vigorando a anos atras, é simplesmente ridículo ter “dois portugueses”, isso só faz atrapalhar nas traduçoes…. com um só portugues todos os problemas de traduçoes teriam fim, os paises de lingua espanhola tem um acordo, e são bem menos q os q falam portugues, e eles se entendem perfeitamente, então por que isso não pode ser tambem com o portugues????? … tá certo que muita coisa muda, expreçoes, palavras, como tambem no espanhol …
    um exemplo: na venezuela o quebramola é chamado de “policia acostado”, no Perú eles chamam de “rompemuelle” na argentina “lomo de burro” e assim em outros paises, isso tambem ocorre no Brasil, Angola, Portugal e muitos outros paises…
    mais isso nao impede de padronizar a lingua, com um só portugues seria até possivel fazer um concurso de soletraçao de portugues a nivel internacional, pra mim seria uma boa experiencia, claro q tambem tem um lado negatico, muitos livros (milhares) já nao estariam corretos, e ficariam inuteis, mas pra acostumar o povo é questão de tempo, mas todo esse esforço vale a pena realmente…

    GOSTEI MUITO DA INTERVENÇAO DO GASPAR HERNANDEZ, MUITO BOM O SEU PORTUGUES PRA SER UM VENEZUELANO
    ACHO QUE É BEM MELHOR QUE O MEU, PESSO DESCULPAS PELOS MEUS ERROS GRAMATICAIS TAMBEM …. Brasil-RR

  152. Pingback: Leonardo Fontenelle | Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: agora é lei

  153. Agora é para valer. No Brasil, desde 01/01/2009 já esta valendo as resoluções do acordo ortográfico.Esperemos que os demais países de lingua portuguesa o adotem e assim possamos ter uma só ortografia nos países de lingua portuguesa. Lembro que no Brasil por 2 (dois) anos será permitido o uso de ambas as ortografias. Aproveito para desejar a todos um FELIZ 2009.
    Vilson Jaci A L F Junior

  154. Eu acho isso ridículo…

    Vai ser fácil para crianças que começaram a estudar agora. Mais os que já estão na oitava, vai ser muito difícil.
    No nosso colégio já estão [mandando] a gente escrever certo.
    Nós queremos abolir a nova ortografia…😦

  155. Pingback: Reforma Ortográfica: será que agora é pra valer? | Kanzler Melo Psicologia

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